A definição/apresentação habitual é “economista por profissão, crítico cultural por vocação, matemático por perversão”. Mas começo a perceber que as pessoas ainda não têm a visão liberal da “perversão” como algo _fun & kinky_, e enxergam uma condenação auto-culpada no que é uma declaração franca e aberta de amor & amadorismo.
Vivo a matemática como o meu porteiro vive o sexo, afinal. Ele não é um profissional, talvez seja bom e talvez seja péssimo — e nunca saberá a medida de seu talento –, tem seus gostos, que concernem apenas a ele e que talvez fossem condenados por alguém com uma mindset diferente, e _se entrega_.
Eu me entrego. Talvez a minha fascinação quase carnal pela teoria das categorias seja o equivalente matemático do tesão estúpido que a subcultura nerd do meu colégio tinha pela [Alyssa Milano](http://www.askmen.com/women/9_alyssa_milano.html). E talvez a minha relação com a matemática sjea pornográfica, não de um amor genuíno (o que significaria que eu devo ter mais cuidado ao me expor em público com um livro de equações diferenciais parciais). Mas é a _minha_ vida matemática, e ninguém tem nada com isso.
[não coma o iPod Shuffle!](http://erasing.org/i_ate_ipod_shuffle/)
O que é fascinante sobre o Stevie Ray Vaughan é a _humanidade_ da sua guitarra, que brilha até através de sua mediocridade como compositor.
De qualquer forma, uma história sobre alguém que se sente mal sobre algo sobre o que não tem direito a se sentir mal — como “White Boots” — não pode ser outra coisa senão medíocre. _C’est la vie_.