Archive for July, 2005

do cinema marginal brasileiro

Friday, July 29th, 2005

Sobre fazer alguma coisa, seja lá o que for.

Adiantar, não adianta, mas é sempre um ato.

Mesmo que

Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha

Sobre amores boêmios:

Meus cotovelos têm calos de tanto se apoiarem nas mesas dos bares, mas à vezes acho que eles também dóem na alma.

Justificando uma amiga:

Ela ficou assim por causa do sol.

Sobre amoralidade:

Ele achava que se trair era humano, morrer também era.

Canção ouvida em um boteco:

O meu peito é uma varanda .. onde o tempo .. já não anda …

Esta parece ser sobre o fracasso das escolas “estruturalistas”:

As gerações passadas só conheciam as coisas erradas, só conheciam os erros. Nós, pelo menos, não conhecemos nada.

Ainda sobre “só sei que não sei”

Eu não tenho nada a dizer, não tenho palavras. Teria que inventar um alfabeto novo, colorido.

Sobre desesperança

Eu já sei como a gente vai acabar. Numa poça de sangue, como num batizado.

Sobre esperança:

O mundo é mágico, bicho.

Sorry, não tenho as fontes das citações. Estão anotadas numa capa de caderno, usada à pressas durante o festival de cinema marginal do CCBB há uns seis anos.

Friday, July 22nd, 2005

O nome oficial do sucessor do Windows XP é …

…. tambores rufando

Wiiiiiiiiiiiiiindows Vista!

In-com-pre-en-sí-vel.

Tutorial: Pegando um ônibus

Thursday, July 21st, 2005

![Bluesão do busão](http://www.mackenzie.com.br/dhtm/agnoticias/fotoprincipal/foto_onibus_lotado.jpg)

### Introdução

Um ônibus é um veículo rodoviário coletivo encontrado nas grandes metrópoles brasileiras, muito utilizado por aqueles que não são tão pobres que queiram economizar R$2 andando cinqüenta minutos a esmo (isto é, pessoas que não são bolsistas do PIBIC), mas não tão ricas que disponham de opções mais confortáveis como o carro próprio, o táxi, o helicóptero e o tapete voador.

Saber pegar um ônibus é, assim, essencial para uma melhor qualidade de vida assim que o caro leitor se formar, for expulso do PIBIC e tiver os indispensáveis R$2 de sobra. Este tutorial apresenta aspectos teóricos e práticos da sofisticada arte urbana de catar o busão.

### Dramatis personae

* **Roleta**: nos ônibus do período _pré-sorvete na testa_, ficava na porta traseira do ônibus. Este arranjo tem vantagens: o cobrador costuma estar tão informado quanto o motorista sobre o trajeto e logo é de tanta assistência quanto aquele, sem atrapalhar o piloto na sua pilotagem; é possível choramingar e saltar num local mais conveniente que os pontos marcados; as conversas entre o cobrador e o motorista se dão através de gritos, informando todos os passageiros sobre o resultado do jogo do bicho esta semana. Atualmente, a roleta foi movida para a frente. Isto se deve à melhor interação dos personagens 2 e 3 no confronto com o personagem 4. _Importante: rodar a roleta = pagar_. Em não rodando a roleta, não pague.

* **Cobrador**: Funcionário cuja função é reter sua nota de 20 reais pelo máximo de tempo possível sem devolver troco, com isso rendendo para a empresa os excelentes juros da SELIC atual.

* **Motorista**: conhecido também pelos nomes carinhosos de “motor”, “piloto” e “chefe”. Detém a autoridade sobre deixar você entrar pela porta dianteira (nos ônibus _pré-sorvete) ou traseira (nos ônibus _pós-sorvete_), não pagando assim a tarifa de rotação-de-roleta. Dependendo da hora da noite, pode ser persuadido a parar fora do ponto, no esforço coletivo da sociedade civil contra a violência urbana.

ops

Thursday, July 21st, 2005

A vantagem do sistema de assembléías é que dá aos politicamente atentos a força da voz dos politicamente desatentos, que nada tinham com isso. Daí “os estudantes da universidade X apoiam o MST”.

Em outras palavras, o sistema político sem participação obrigatória transfere poder representativo dos desatentos para os atentos. Por isso, os politicamente atentos defendem a transferência de decisões do ad hoc do mercado para o seu ringue.

Começo a ver que a participação obrigatória em referendos e eleições no Brasil pode na verdade ser uma boa idéia.

Thursday, July 21st, 2005

Eu preciso, com urgência urgentíssima, de um número de fax em São Paulo, para uma coisa one-time only ligada ao vestibular da UERJ. Por favor, socorram-me.

I’m on BBC 2 now, telling Terry Wogan all about

Thursday, July 21st, 2005

Wednesday, July 20th, 2005

Sobre London London — e em face da notícía de que os autores do atentado eram pirralhos (de origem árabe) mimados seduzidos pela causa islâmica como jovens brasileiros são seduzidos por Marley e o reggae — é interessante ouvir a BBC Asian Radio.

Häxdans

Tuesday, July 19th, 2005

Durante o tempo da reserva de mercado, o Brasil fabricou versões piratas de computadores estrangeiros. Foram clonados o TRS-80, o Apple II, o ZX-80 e o ZX Spectrum da Sinclair (embora de forma porca e mal-terminada), e inclusive bizarrices como o Matra-Hachette Alice, um fracasso de mercado no exterior copiado por razões inexplicáveis.

O auge deste processo foi o Unitron 512, um clone do Macintosh 512 que levou a Apple — que tinha deixado passar os péssimos clones brasileiros do Apple II — a forçar o governo americano a retaliar com barreiras comerciais até que sua propriedade intelectual fosse respeitada.

Até onde foi minha curta pesquisa, este é o único computador pessoal genuinamente brasileiro de toda a tropada, e não por muito. Fabricado, pasmem, pela CCE. E mesmo onde adotávamos padrões da indústria de forma legítima como a série da Gradiente ligada ao MSX, não participamos pelas regras do jogo, mudando várias coisas que quebravam o padrão MSX — não permitindo o uso de periféricos MSX “normais”.

O que mais me dói saber é que até 1986, quando elsewhere já haviam lançado a primeira versão do Windows, ainda estávamos tentando clonar o ZX Spectrum direito, quatro anos inteiros depois do lançamento do IBM PC e dois do Macintosh.

Monday, July 18th, 2005

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Nieman Marcus will have his revenge on Seattle

Monday, July 18th, 2005

A Aline tem contado à pessoas, como algo adorkable e divertido, dos meus planos de ter um Mac na cozinha de nossa casa. Bem, babe, acabo de encontrar algo que legitima os meus planos!

Pesquisa Doméstica sobre o Glúten

Saturday, July 16th, 2005

Aline e eu realizamos uma pesquisa na minha cozinha sobre o glúten.

O glúten é uma proteína ergástica amorfa encontrada combinada com o amido no endosperma de alguns cereais. Algumas pessoas têm uma alergia ao glúten e devem evitá-lo completamente. Nesse caso, o glúten danifica a mucosa do intestino delgado, e como resultado a digestão normal se torna impossível. Depois de evitar completamente o glúten, o intestino voltará a funcionar normalmente.

Segue a lista de alimentos que contêm glúten:

Produto Contém glúten Não contém glúten Não informou
Aveia em flocos X
Guaraná X
Batata palha e ondulada X
Salgadinho de milho X
Arroz X
Molho de pimenta X
Pipoca para microondas X
Farinha de mandioca X
Macarrão X
Macarrão instantâneo X
Barra de cereal X
Café solúvel X
Leite líquido X
Molho de tomate X
Margarina X
Biscoito recheado X
Nescau X
Queijo provolone X
Mostarda X
Creme de leite X
Leite condensado X
Maionese X
Salgadinhos de bacon X
Molho inglês X
Amido de milho X
Club Social X
Total 6 17 3

Constatamos, assim, que a maioria dos produtos encontrados na minha cozinha Não Contêm Glúten.

a outra singularidade (ou, eu passarinho)

Friday, July 15th, 2005

Idelber Avelar, que tem um blog blog journal ue diário bonito, tristezeia, sobre London London:

Não sei qual é a sensação de vocês, mas na esteia desses ataques terroristas, fica clara a sinuca em que anda a esquerda.

Avelar se corrige em seguida afirmando que a sinuca da esquerda é política, não intelectual, e que uma interpretação viável de esquerda do terrorismo pode ser construído em torno de um modelo determinístico simples à corrida-armamentista-via-dilema-do-prisioneiro.

Sim, a explicação é simplória, e ignora as sutilezas da dinâmica de um dilema do prisioneiro repetido no tempo com retornos decrescentes (fim da dialéeeticaaa, venhaaa a álgebra puraaaa), mas esbarra em dois probleminhas ainda mais sérios.

O primeiro é de forma jurídica. Igualar o ato institucional de um Estado constituído formalmente como representação internacional de uma nação ao ato de um grupo arbitrário, cuja representatividade é mais ou menos igual à do narcotráfico carioca é estranho, pra não dizer antidemocrático ou mesmo golpista.

Éo problema fundamental das soluções revolucionárias, mas goza aqui do agravante do motivo trivial — preservar a consistência intelectual de um sistema ideológico já montado e que, longe de absorver a evidência histórica constantemente produzida pelos fatos, minimiza os desvios à ortodoxia que devem ser “cometidos” em face de notícias inescapavelmente fortes como os eventos em London London.

O segundo, por algumas razões mais óbvio e por outras mais sutil, é confundir uma dinâmica social teórica (ingênua e simplória, mas ainda uma dinâmica teórica) com um processo de causação e por isso de culpa, e num salto sofístico daqueles que o estilo fulgurante faculta, propõe que a única alternativa de política é cutucar, com vara institucional curta, nas condições iniciais da dinâmica teórica proposta.

Thursday, July 14th, 2005

A gota d’água

Se o Brasil fosse uma namorada, eu terminava com ela.

Monday, July 11th, 2005

Não importa se é do meu governo, ou da oposição, se é do meu partido, ou de outro partido, se é do meu sindicato, ou de outro qualquer. O que importa é que todos nascemos, crescemos… e até morremos. (Inácio da Silva, 11/07/05)

Monday, July 11th, 2005

O Orkut é o donut nazi.

Rapidinha

Sunday, July 10th, 2005

Como bem observado por José “Buemba”Simão, os eventos políticos recentes estão destruindo a nobre classe dos humoristas dado o aparentemente perpétuo fluxo de piadas prontas.

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