do cinema marginal brasileiro
Friday, July 29th, 2005Sobre fazer alguma coisa, seja lá o que for.
Adiantar, não adianta, mas é sempre um ato.
Mesmo que
Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha
Sobre amores boêmios:
Meus cotovelos têm calos de tanto se apoiarem nas mesas dos bares, mas à vezes acho que eles também dóem na alma.
Justificando uma amiga:
Ela ficou assim por causa do sol.
Sobre amoralidade:
Ele achava que se trair era humano, morrer também era.
Canção ouvida em um boteco:
O meu peito é uma varanda .. onde o tempo .. já não anda …
Esta parece ser sobre o fracasso das escolas “estruturalistas”:
As gerações passadas só conheciam as coisas erradas, só conheciam os erros. Nós, pelo menos, não conhecemos nada.
Ainda sobre “só sei que não sei”
Eu não tenho nada a dizer, não tenho palavras. Teria que inventar um alfabeto novo, colorido.
Sobre desesperança
Eu já sei como a gente vai acabar. Numa poça de sangue, como num batizado.
Sobre esperança:
O mundo é mágico, bicho.
Sorry, não tenho as fontes das citações. Estão anotadas numa capa de caderno, usada à pressas durante o festival de cinema marginal do CCBB há uns seis anos.
