Encontro-me envolvido em um debate com [Cláudio Tellez](http://claudiotellez. blog blog journal spot.com). O contexto começa [nesta notinha](http://claudiotellez. blog blog journal spot.com/2006/01/urina-sagrada.html), em que Cláudio Tellez muito justamente ironiza o orientalismo vulgar de nossos dias ao narrar a história de um inglês estúpido que bebe urina de um guru.
O problema, claro, foi o cruzado abaixo da cintura que ele dá ao decretar que as raízes da civilização ocidental estão na civilização clássica e no cristianismo, enquanto o afastamento dessas raízes (a partir do iluminismo, ainda implicitamente nesse texto mas assumidamente depois) leva ao que se agrupa sobre o termo _catch-all_ de “relativismo”. Essas questões intermediárias são apontadas — não sem uma gota de irritação — [neste comentário](http://claudiotellez. blog blog journal spot.com/2006/01/resposta-um-comentrio.html), devidamente respondido a seguir por Téllez.
O que é curioso sobre o meu _on-going debate_ com Cláudio Tellez — usualmente conduzido de forma desorganizada e improdutiva em rápidos cafés no Gávea Trade Center, quando tenho horário limitado para o meu ônibus — é que temos essencialmente as mesmas posições de superfície, mas temos fundamentos radicalmente diferentes. É surpreendente que um matemático, um liberal, um defensor da civilização, da civilidade e do intelecto — um homem de bem, enfim — possa me irritar (de uma forma sadia e intelectual, _bien sûr_, no sentido de suscitar respostas extensas e imediatas) como Cláudio Andrés Téllez. Mas nossas divergências profundas são uma longa história que se revela sozinha no debate, de modo que pretendo orientar-me por ele no que acaba sendo um mapa _ad hoc_ de por que não sou, não posso ser e nunca conseguirei ser um “deles”, da confortável direita realista do Mídia sem Máscara _et caterva_.
Na [resposta ao meu comentário](http://claudiotellez. blog blog journal spot.com/2006/01/resposta-um-comentrio.html) Cláudio assume a rejeição ao iluminismo cuja insinuação tinha me irritado originalmente. Como ele parecesse enxergar na minha curta defesa do iluminismo uma oposição ingênua entre fé e razão, eu tentara dizer que não era necessário assumí-la para defender o iluminismo, e que rejeitar este em função daquela era fútil:
> O fenômeno concreto do ateísmo é suficiente para puxar o tapete da antropologia cristã ingênua da “evidência fundamental” essencial a todo o projeto deísta do racionalismo cristão da alta idade média.
Cláudio, em negrito, descarta _en passant_ a motivação que eu presumia nele:
> **O projeto iluminista em nada incomodou o “sagrado”.**
Não é que seja um dos argumentos importantes da _rebuttal_ dele, mas é que ignora que o “sagrado”, hoje, encontra-se numa sinuca de bico entre o fideísmo, o paraintelectualismo e a irrelevância completa. Explico-me: sabendo o que sabemos hoje, só se pode crer no Deus da revelação por um decreto de limite do discurso argumentativo e da comunicabilidade da idéia — _credo quia absurdum_ –, por uma derivação “intuitiva” (a partir de algo como a “evidência fundamental” do cristianismo, não mais como evidência “empírica” mas meio que como probabilidade condicionada a um fator intelectualizado) de algo como uma lei moral (digamos, o imperativo categórico existe, e daí deve existir Deus de alguma forma), ou porque o pastor [Silas Malafaia](http://www.prsilasmalafaia.com.br/) disse.
Eu tendo à posição paraintelectual estes dias — existe uma lei moral, e isso diz muita coisa — embora muita coisa (o Deus feito carne, basicamente) me desça quadrado pela garganta. Talvez haja um _quia absurdum_ esperando pra me morder em algum lugar por aí. Mas o fato é que o iluminismo coloca este problema: quebrando a simbiose confortável do _fides quaerens intellectus / intellectus quaerens fides_ (ei, corrija meu latim onde apropriado), esfrega-me na cara a futilidade _final_ do deísmo “intelectualista”, e obriga-me a considerar séria e longamente o ateísmo. Essa “sombra” do ateísmo na esquina do pensar a sério sobre o sagrado é um fato incontestável da nossa civilização, e propor que nossa civilização se assenta em bases que claramente não comportam a existência do ateísmo é absurdo.
Eu reitero: a **C**ivilização **O**cidental que eu e você defendemos se apóia em três pernas que definem um plano em R3 (haha): a civilização greco-romana clássica, o cristianismo e o iluminismo. Você pode até dizer que não é uma civilização lá muito boa por culpa do iluminismo, ponto no qual eu me ponho **R**ealista à tellez e aponto para um livrinho muito bom cujo autor esqueço intitulado “Death, disease and agony in the middle ages”. Mas, bem, é uma civilização com defeitos; há Chávez, há Evo, há Bush, há Roger do Ultraje a Rigor e o ônibus do Rio pra São Paulo é caro demais.
Aliás, é isso que Téllez essencialmente “diz” do iluminismo; creio que possa até concordar com ressalvas de que somos uma civilização que não consegue mais ignorar o iluminismo, mas este nos trouxe desgraças. Mais uma vez, em negrito, _quoth the raven_:
> **O projeto iluminista em nada incomodou o “sagrado”. Lançou, isso sim, sementes para problemas concretos no século XX (e insisto em que o totalitarismo tem aí algumas de suas raízes mais óbvias). Observe que o projeto dos iluministas do século XVIII era exatamente submeter a sociedade aos desígnios e planos de uns poucos “esclarecidos”. Comovente. O século XX conheceu de perto alguns desses “esclarecidos”, como Hitler, Lenin, etc. Nós conhecemos muito bem o resultado das experiências desses seres tão “iluminados”.**
Ah, sim, [_argumentum ad Adolf Hitler_](http://en.wikipedia.org/wiki/Godwin’s_law). Acontece. Também me escapa um de vez em quando. Mas eu vou tentar salvar o que tem de bom nesse parágrafo.
Na superfície, há na Falácia de Cláudio Tellez (uma variante interessante do [_reductio ad Hitlerum_](http://en.wikipedia.org/wiki/Reductio_ad_Hitlerum)) uma ligação entre um certo conceito de “vanguardismo intelectual” e a realidade suja do totalitarismo de Ditadores com Bigodes Feios (DBF). Os passos parecem ser os seguintes: primeiro, ressalta-se uma certa arrogância no caráter do intelectual que pretende saber mais que os outros (isto é _ad hominem_, mas verdadeiro na substância); segundo, assume-se que a arrogância do pensar leva a arrogância do agir no sentido de “implantar” idéias (isto é ou psicologismo barato ou uma confusão entre dois significados de “arrogância”); terceiro, como a arrogância do agir é essencial a um DBF, o vanguardismo intelectual, _ad hominem_-mente ligado à arrogância descaracterizada, é inextricavelmente associado ao DBF (o que é um falso silogismo).
Não precisamos nem desta construção. O contra-exemplo que derruba a curiosa idéia de que monsieur Voltaire, rejeitado por uma francesinha que lhe arrebatara o coração, inventou o Totalitarismo Intelectual (que leva, pela Falácia de Cláudio Tellez ao Totalitarismo do DBF) em um café no Montmartre, é a violenta e surpreendente mudança de atitudes do pensamento cristão europeu em relação a Aristóteles entre os séculos 12 e 13. Ora, o tal do vanguardismo intelectual sempre esteve lá. Sempre não; _é parte do projeto socrático_, do descolamento entre a verdade da filosofia e a verdade do _vox populi_, da _episteme_ e da _aletheia_.
Aliás, bem antes de qualquer ceninha de dor-de-cotovelo no Montmartre, o Totalitarismo Intelectual fez das suas com Giordano Bruno. Como dizia não sei quem, devagar com o andor, devagar com o andor que o santo é de barro. E hoje em dia é comprado em euros, pela hora da morte.
Em todo caso, acho que é _safe to assume_ que você aceita, sim, Sócrates e a _episteme_ como parte do pilar clássico da civilização ocidental. Afinal, Aristóteles, por mais _aynrandeano_ que o pintem (haha), ainda faz parte do tal projeto socrático. Ele, a Apple Computer, Sula Miranda (a musa dos caminhoneiros) e o _nobel prize-winning economist_ Tommy Schelling.
De fato, o problema com essa posição é mais profundo que sua inveracidade factual; o _reductio ad Hitlerum_ é antes de tudo, como bem lembra um comentarista semi-anônimo na Wikipedia, uma consideração normativa numa discussão positiva. Ora, a passagem do positivo ao normativo só se pode dar em dois pontos, no juízo ético (que é meu, e ninguém tasca) ou na _fronesis_, que não é mais _filo_sofia, mas “engenharia ética”, bem-viver, e nós dois concordamos que notórios iluministas não só vivem muito bem, muito corretamente como dão ótimos amigos, namorados, etc. Em suma, fora da _filo_sofia, não se discute, se vive. (Um brinde, hic, ao ano novo, hic, que acaba de entrar, hic, e muita sorte, hic, a todos, hic.)
‘Stamos a filosofar; o que fazemos depois disso é outra questão. A maior parte da minha _fronesis_ vem da minha filosofia, é deontológica e o seu pragmatismo em relacão é uma das coisas que me irritam em você. É certo que há vida, família, Aline, felicidade, mas não dá muito pra desviar de uma verdade deontologizada e ainda ser feliz. _Fronesis_ se vive; ao discutir, filosofemos.
Ainda em negrito, diz Téllez:
> **Mas, já que nos comentários começamos a falar sobre Iluminismo, precisamos colocar em termos mais rigorosos o que estamos querendo dizer com isso. Refiro-me ao movimento que começou na França no século XVIII, e que fundamentalmente é um ato de fé na razão humana.**
Já que começamos a colocar em termos mais rigorosos o que estamos querendo dizer, precisamos encontrar uma definição _mutually agreed upon_ de “razão humana”.
Ora, eu estou tentando evitar na minha tréplica o uso de termos carregados derivados de “razão” como “racional” e similares porque este trecho coloca nossa discussão em campo filosófico lodoso — em outras palavras, _esse papo cabeça tá virando uma viaaaagem, aê_. Mais do que isso, interessa-me muito evitar a possível impressão de estar orientando minha pesquisa inteira por um monismo racionalista teleológico à hegeliana, ou, pior, o “ceticismo” nada cético de James Randi, Michael Shermer e a Sociedade da Terra Redonda.
Deve ter-me escapado algum. Ora, o hábito de discutir em termos mais difusos. Mas procurei usar “intelecto”, “intelectual”, “intelectivo”. Aliás, há muito que passei a usar — salvo onde há o risco de uma leitura mais prosaica que confunda “entender” com “aprender de uma fonte secundária” — “eu entendo que” no lugar de “eu penso que”, “cheguei à conclusão de que”, etc. Se permitido fosse usar “intelegir” como um verbo, usá-lo-ia. Entender é um ato; eu entendo que o meu computador fica lento às vezes porque está com pouca memória; de fato, pode ser o processador, um HD lento, _whatever_, mas dado o conhecimento adquirido e alguns testes e diagnósticos parciais, tenho, no momento, tal entendimento no meu mapa mental do mundo. Aliás, o papa Bento XVI entende que Deus existe, e foi feito carne em um dos membros do povo de Israel.
Ora, entender é um ato primário. Eu tenho usado “entender” porque pronuncio juízos sobre o mundo em função do meu entendimento sobre ele o tempo inteiro, e nem sempre tenho a demonstração, ou mesmo o pensamento pausado do que digo. Aliás, todos, os bosquímanos e os cientistas, temos que entender alguma coisa do mundo; entender, prever e matar o leão nosso de cada dia. Entender alguma coisa sobre o ato de entender é a aventura da civilização, a tal da _filo_sofia; tentar entender o entender é a gênese do projeto socrático — tentar separar o entender-joio do entender-trigo, e de preferência fazer rabanada com o entender-trigo.
(O eu-kantiano tende a dizer/entender que o entender alguma coisa sobre as possibilidades do entendimento sobre o ato de entender é que são elas, e merece a pausa antes do complexo de falácias que levam à inverdade evidente do relativismo, mas isso é uma afirmação grande que não estou preparado para defender).
Aliás, de alguma forma — e em que pese o virtuosismo formal da escolástica medieval — a visão da idade média como “idade das trevas” tem, sim, alguma validade no sentido em que a idade média soterra o sonho socrático do entender-o-entender como orientador do entender, propondo a filosofia como uma forma de entender aquilo que já se entende ou se quer que se entenda. Deísmo (embora deísmo pio e disfarçado) e _fides quaerens intellectus_, sim, valorização da lógica argumentativa e da _ratio_ (um pouco indistinta, aqui), sim, mas subordinada ao dado básico que é o da fé. _Philosophia ancilla theologiae_ — a filosofia serviçal da teologia.
Tanto que Aristóteles passou de heresia a Filósofo com F maiúsculo em coisa de 40 anos no auge da alta escolástica.
Nesse sentido, é emblemático o título (embora o pensamento contido no livro seja mais ou menos blá) da obra filosófica maior de Pascal: um discurso sobre o _método_. É um pouco parte do renascimento-como-retomada-do-mundo-clássico intelectual da idade moderna; o que faz o iluminismo não é um fideísmo no poder de uma razão, ainda por cima tecnicamente inferior à dos escolásticos medievais na maior parte do tempo, mas uma retomada de prioridades.
_Eu entendo_/”intelectuo” que há variantes nesse iluminismo, que o racionalismo triunfante do monismo racionalista teleológico à hegeliana é o alvo das críticas da pós-modernidade à razão, e que há um _way out_ — inclusive por esmiuçar a questão “interativa” da relação sujeito-objeto como você levanta — para a retomada do progresso filosófico que começa com “Ka” e termina com “nt”. (Isto começa a parecer o credo da missa: _creio em Immanuel Kant e em seu tradutor Artur Mourão, creio nas categorias como faculdades da mente, no limite da razão pura, no Imperativo Categórico e no Ideal Transcendental_). Mas isso sou eu. Se na minha tresloucada vida tiver tempo para fazer (não digo fazer a graduação, mas pensar, escrever, argumentar, publicar) filosofia, fá-la-ei.
A questão-chave é que estamos insatisfeitos com algo.
Sim, em algum ponto, _somehow, somewhere, something went horribly wrong_. As pessoas _realmente ouvem_ o Dalai Lama mesmo depois de todos os _exposés_ sobre a tortura de escravos no Tibete sob seu jugo. Os livros do Deepak Chopra e os produtos da Amway ainda vendem. Ainda não cancelaram “Cavaleiros do Zodíaco”, e tem gente dizendo que isso que a Pitty canta é rock. O tal do relativismo de que você adora falar — a completa incapacidade de distinguir o entender-joio do entender-trigo — é um problema concreto da civilização como a vivemos. _E isso eu não nego._ Gosto muito de uma citação do Alan Licht (que você nunca leu direito porque encanou com a cotovelada do cara na CNN) nesse sentido:
> _What strikes me about pop criticism of late - and this afflicts the broadsheets as well - is the tyranny of received opinion. I have yet to meet anyone, obsessive fan or otherwise, who thinks the last two Nick Cave albums come close to 1997’s The Boatman’s Call in terms of emotional depth and songwriting skill, but both releases were greeted with an across-the-board acclaim that bordered on instilled reverence, and an attendant lack of critical rigour…What gives here? Maybe writers are too hidebound by the notion of providing their readers with glorified consumer guides rather informed criticism. (…) Let’s throw all these bums out of office, from the plutocratic/oligarchic Bush administration, to the sleepwalking Congress that lets them run wild, to every film critic that pats Steven Spielberg or Miramax’s Harvey Weinstein on the back, to every rock critic that can’t tell a good Nick Cave album from a bad one._
Mas no abaixo-o-relativismo nós concordamos. Qual é o problema, afinal?
Eu tenho duas hipóteses, uma sugerida pelo nosso histórico debate sobre política que se arrasta desde que, er, eu te conheço, e um mais interessante sugerido pela sua resposta ao meu comentário.
A hipótese menos interessante é a de um pragmatismo triunfante na sua _fronesis_, que leva você a fazer vista grossa a problemas filosóficos e intelectuais em nome de uma práxis política. Isso te iguala aos revolucionários trotskistas que conheci no meu tempo de UFF, mas pelo menos suas causas são mais inteligentes. Em todo caso, eu não votaria em você para um cargo político (não que eu ache que você pretende se candidatar, mas sua atividade intelectual é _política_ no sentido mais rico que os meus amigos trotskistas davam); você, no meu ver, deve ficar na universidade debatendo. Ei, eu sei o que é uma _fronesis_; se eu tiver que matar para salvar a vida da Aline, o imperativo categórico vai para onde o sol não brilha. Mas a filosofia ocupa um espaço bem maior na minha _fronesis_. Talvez porque eu esteja mais jovem; como dizem por aí, se você não é comunista aos 20 não tem coração; se permanece comunista aos 40, não tem cabeça.
Eu vejo algumas coisas como categoricamente inaceitáveis: a defesa da política econômica de Bush, por exemplo. _You know much, much better than that_. Fique na universidade, por favor.
A outra é uma aparente posição — agora _intelectual_ em sentido profundo, e que portanto podemos discutir e nisso produzir nossos próprios pensamentos — de uma correlação linear entre o “relativismo” (ôx termo simplista) e a produção do autoritarismo. Nisso há em parte Falácia de Cláudio Tellez como delineada acima — bem como uma fronesis misturada demais à filosofia (pra mim, feijão por cima do arroz, por favor) para ser propriamente inteligente, mas em parte há um ponto forte e interessante de ciência política — essencialmente, algo do gênero “sem valores em comum, seremos todos ratos correndo em todas as direções”. Um Leviatã moral, digamos; removendo o tabu do aborto, haverá declínio&decadência generalizados.
E eu começo a entender o que a minha professora deleuziana queria dizer com “a moral é fruto do pessimismo”.
Em todo caso, há falácia de Tariq Ali e ilA qiraT ed aicálaf combinadas na idéia de que uma dinâmica social suposta implica na necessidade de valores fortes para manter a sociedade em equilíbrio. Não me estendo neste ponto; o texto da falácia de Tariq Ali é bem mastigado.
O meu problema é que a prática do intelecto como fim em si mesmo — _also known as_ projeto socrático, “implementado” neste mundo moderno como iluminismo — é o _buffer_ que mantém a sociedade (e estou sendo sociológico aqui, abstendo-me do juízo ético do projeto socrático) a salvo do que eu chamo de “carisma totalitário” naquele comentário que você publicou e respondeu: o mundo sofístico em que convencimento é razão, consenso é verdade e urina sagrada tem sabor de leite de rosas.
Ou fazemos as pessoas usarem suas cabecinhas, ou elas cedem ao instinto do coletivo bem conhecido na catarse fascista dos shows de heavy metal. _Heeeeeeavy meeetal is the laaaaw_.
E o tipo de objetivismo que algo como a sua citação do Chesterton propõe é “consensualismo”-_aletheia_ em estado puro. C’mon, você sabe que o proverbial buraco é bem mais embaixo.
Parece-me que você está cultivando traças “objetivistas” para que comam os cupins do “relativismo”.
Ei, traças também róem os seus móveis.
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Eu tenho que avisar ao Claudio de sua resposta. Estou me divertindo com esse debate.
eu quero saber de onde vem a traça?