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diários de patinete 8

Às vezes, a administração municipal paulistana parece muito superior à carioca; o sistema de Bilhete Único é definitivamente uma solução engenhosa por seus múltiplos efeitos positivos — não só trata-se de uma solução mais lógica e unificada que nossa complicada trama de integrações multimodais, mas também permite que o traçado das linhas de ônibus seja mais racional, evitando a grande redundância de linhas do Rio de Janeiro.

O que mais me impressiona em São Paulo é como eles conseguem revitalizar áreas como projeto. Quando penso naquela cidade, penso com nostalgia na av. Paulista, mas percebi desta última vez que, pelo menos em princípio arquitetônico, nossa av. Presidente Vargas não deixa nada a dever, englobando o centrão financeiro da cidade, o marco máximo da nossa cultura popular (o sambódromo), o grande marco histórico (a igreja da Candelária), a memória viva do Rio como centro supremo de poder (o CCBB, que já foi a sede nacional do Banco do Brasil, então acumulando funções de autoridade monetária), outros centros culturais menores, e, no fundo, o mar.

O problema é que a av. Presidente Vargas não é propriamente habitável. É desagradável andar por lá; urina, mendigos, pombos doentes, enfim. De alguma forma, falta esforço de revitalização do Centro do Rio, e é isso que me deixa, como carioca, invejoso do centro de que os paulistas desfrutam.

Por outro lado, nossas linhas coloridas são bem superiores, como estratégia de trânsito, que as marginais e minhocões paulistanos.

Como quase sempre a verdade está desinteressantemente no meio, é provável que o que aconteça é que os erros da administração paulistana sejam diferentes dos da carioca, sem que a medida difira significativamente. Em todo caso, é inevitável que São Paulo me fascine. Talvez mais pela paisagem humana do que pela cidade em si.

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