Archive for June, 2006

meu mestrado tem música ao vivo

Monday, June 19th, 2006

A UFRJ é provavelmente o único mestrado em economia com música ao vivo. É que eles emprestam o Salão Pedro Calmon para ensaios de orquestras, cameratas e mesmo grupos menores.

Hoje uma demonstração foi concluída simultaneamente ao último acorde vibrante de uma música para camerata de cordas. Muito divertido.

 

 

Desqualitizando o paradigma.

Monday, June 12th, 2006

Visto na UFRJ durante a recente campanha para a nova direção do DCE.

Parece que pra não entrar em contradição com a defesa de coisas como cotas, eles substituíram “Pública, gratuita e de qualidade” por “socialmente referenciada”.

Ser de direita

Monday, June 12th, 2006

É bom o [texto do Dennis](http://justifymytaste. blog blog journal spot.com/2006/05/ambidestria.html); bom porque a idéia de que a esquerda é estruturalmente atolada pela mesma razão de physics envy que Yudkowsky propõe como causa do atolamento da AI — o que não é inteiramente novo, mas é um ângulo legal — mas também porque é uma defesa-Macintosh do progressismo de direita, algo como o que a [Larissa](http://merelyanotherplayer. blog blog journal spot.com) diria do mercado de computadores, em defesa da Apple. Palavras de Dennis:

Desta forma, sem muito me foder para a política, acho a direita mais simpática: humana, comedida, funcional.

Dennis é de direita porque é agnóstico e pragmático; Larissa é de direita porque nela vê um futuro melhor para uma personalidade mais individualista; Aline é de direita por uma espécie de meritocracia, sem deixar de defender certas plataformas de esquerda como o ambientalismo e as causas do terceiro setor; eu sou de direita porque por mais complicado que seja estruturar um “eu”, o conceito de “coletivo” é muito mais complicado, e provou-se que faltam-lhe certas propriedades que na linguagem vulgar nos lhe atribuímos.

Na prática, não importa que uma posição política não seja um escalar, ou mesmo um vetor bidimensional como propõem certas teorias. Quando eu começo a falar de uma porção de jovens de direita, eu ponho como pressuposto que o fato de que são jovens e convivem comigo deixa claro que são progressistas. Progressistas porque não acham que o mundo esteja indo à breca, porque o contato com a vida acadêmica lhes deu a idéia de que existem várias coisas isoladas que podem ser melhoradas de várias formas, talvez até porque não tenham nenhuma ligação emocional com um mundo em desintegração.

vox populi

Tuesday, June 6th, 2006

Quem anda pelo Leblon já viu as faixas penduradas das varandas com os dizeres “Eu odeio a Vivo”. E, enfim, a última operadora da cidade a ainda permanecer no sistema CDMA, eles são sujeitos a um problema crônico de clonagem.

O que aconteceu com um jovem economista de minhas relações (quase todo mundo de minhas relações é um jovem economista) é mais inusitado: abriram uma nova conta — um novo número — no nome dele.

Em dez dias, gastaram 3800 reais.

Temo que seja o início de uma onda de roubo de identidade. É muito fácil, de fato, comprar um celular pelo telefone ou abrir um cartão de crédito numa loja de departamento sem apresentar documentos, estando de posse dos números.

Faz você pensar duas vezes antes de preencher o CPF num cadastro.

o laboratório mais caro do mundo

Monday, June 5th, 2006

A vitória de Alan García no Peru consolida a América Latina como um laboratório natural de experiências de desenvolvimento. De um lado, países — como Chile, Peru e Colômbia — que persistem em políticas de modernização, reforma do Estado e reestruturação da capacidade de empreender do setor privado, e de outro, países — como Bolívia, Equador e Venezuela — que, sob o fascínio de líderes populistas, apostam todas suas fichas em um projeto neofisiocrático de desenvolvimento mediado por Estados fortes e ancorados na sua dotação de recursos energéticos.

É triste que esse experimento natural tenha que acontecer à custa da pobreza, do atraso e da existência de uma geração de bolivianos, equatorianos e venezuelanos. Mas parece que a civilização moderna ainda não deposita confiança suficiente na razão teórica, no projeto socrático, precisando de caríssimas experiências para aprender alguma coisa.

Ao menos um experimento natural nítido se desenha agora. Eu deposito a minha mais profunda e existencial esperança em que pelo menos sirva pra que a humanidade aprenda alguma coisa sobre desenvolvimento, prosperidade e responsabilidade.

cortes transversais da função beta

Monday, June 5th, 2006

A função beta é:

ou

onde ? é

O comando gnuplot utilizado é simplesmente:

plot beta(a,b)=(gamma(a)*gamma(b))/(gamma(a+b)), beta(___,x) with linespoints 8

onde a lacuna é o parâmetro que especifica o corte transversal. As imagens obtidas são as seguintes:

gafanhoto, lembre-se do caminho do meio

Monday, June 5th, 2006

Apesar de tudo, o Davison é um bom livro no meio do caminho entre a abordagem axiomática hardcore de certos livros de Estatística Matemática e a molengueira dos manuais de estatística usados por aí.

De fato, eu gostaria de tê-lo visto antes do Barry James, um belo manualzinho mid-brow de Probabilidade; os pulos matemáticos que o Davison faz ajudam em muito a motivar certos assuntos mais abstratos que nossa turma viu no Barry James.

Algumas pessoas, no entanto, ainda preferem livros que não jogam metade da teoria de interesse nos exercícios.

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