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	<title>Comments on: Bryan Caplan ataca novamente</title>
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	<description>not about meaning, but  land surveying and cartography</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 05:39:17 +0000</pubDate>
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		<title>By: Renato</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-776</link>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 21:06:19 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;Espanta-me, cada vez mais, a ignorância dos economistas com relação à história e à teoria sociológica. Como base no quê se diz que uma dada política é "idiota" ou, para ser mais delicado, "ineficiente"? Ora, eficiente ou ineficiente para quem? Ou vocês acreditam que existem uma eficiência técnica e neutra que poderia ser aplicada pelos economistas à revelia da "vontade ignorante" dos outros? Por que os outros deveriam definir sua vontade de acordo com os pressupostos da teoria econômica? Pelo amor de Deus, não se levem tão a sério assim! Desconfiem um pouco mais da "ciência" de vocês e dos pressupostos absolutamente irrealista que vocês estabelecem. Aliás, falando nisso, há duas enormes, gigantescas falhas no raciocínio de Arrow: a) o primeiro é definir a democracia como ele faz; uma definição tão exigente (nem Rousseau definiu democracia naqueles termos) e tão irrealizável que fica fácil desmontar o conceito; b) o segundo é não fornecer nenhum critério para diferenciar "ditadura" de "democracia", já que os regimes políticos não se diferenciam pela natureza do processo decisório. Aliás, o conceito de "ditadura ideal" de Arrow é irrelevante, pois nunca houve na história da humanidade uma ditaduta formada por uma única vontade, o que nos obriga a dizer que todas as incongruências entre decisão coletiva e preferências individuais atribuídas à democracia podem também ser atribuídas à ditadura. Uma abstração que não tem qualquer contato com a história (diferente, portanto, dos tipos ideais dos sociólogos) tem relevância científica limitada. Por fim, é muita arrogância pensar que o limite da ciência econômica é um limite apenas interno. Por favor, leia três grandes críticos da economia política: Augusto Comte, E. Durkheim e Pierre Bourdieu. Vocês verão que a "ciência" de vocês se assemlha mais a uma crença religiosa do que a uma ciência. Sinto muito meu caro, mas você também é um crente, você não é único capaz de ver em meio a um monte de indivíduos cegos pela ideologia (os "burros" e "ignorantes"). Por fim, a proposta de conferir aos economistas ou aos mais educados o direito de decidir é mais antiga do que andar para frente e, pelo que eu saiba, tem sido historicamente adotada na prática, ou o sr. Caplan acredita que nos EEUU quem decidem são de fato os eleitores? Seria muita ingenuidade. Os cientistas, os tecnocratas, os educados já dominam o mundo e o resultado não é bem o que se espera, não é? Sabe por que? Por que existe algo que se chama política, crenças, preconceitos,´interesses, embate, luta ideológica, enfim, uma série de coisas que estão ausentes do mundo idílico dos economistas. Ao contrário do que você diz, vocês, em nenhum momento, fazem a devida reverência à complexidade do mundo. Vocês se limitam a uma matematização do senso comum, enfatizam o rigor matemático em detrimento da complexidade do mundo real, vocês resolvem muito bem as questões que se colocam, porque as questões que vocês se colocam são pueris. A sua "crença científica" tem sim um efeito objetivo político: isso descamba para a defesa autoritário do poder tecnocrático. Se só vocês sabem como as coisas funcionam, então só vocês podem decidir, não é? Essa é a "filosofia política" derivada do seu raciocínio. É.. a economia pode produzir uma filosofia política, sabia?&lt;/p&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Espanta-me, cada vez mais, a ignorância dos economistas com relação à história e à teoria sociológica. Como base no quê se diz que uma dada política é &#8220;idiota&#8221; ou, para ser mais delicado, &#8220;ineficiente&#8221;? Ora, eficiente ou ineficiente para quem? Ou vocês acreditam que existem uma eficiência técnica e neutra que poderia ser aplicada pelos economistas à revelia da &#8220;vontade ignorante&#8221; dos outros? Por que os outros deveriam definir sua vontade de acordo com os pressupostos da teoria econômica? Pelo amor de Deus, não se levem tão a sério assim! Desconfiem um pouco mais da &#8220;ciência&#8221; de vocês e dos pressupostos absolutamente irrealista que vocês estabelecem. Aliás, falando nisso, há duas enormes, gigantescas falhas no raciocínio de Arrow: a) o primeiro é definir a democracia como ele faz; uma definição tão exigente (nem Rousseau definiu democracia naqueles termos) e tão irrealizável que fica fácil desmontar o conceito; b) o segundo é não fornecer nenhum critério para diferenciar &#8220;ditadura&#8221; de &#8220;democracia&#8221;, já que os regimes políticos não se diferenciam pela natureza do processo decisório. Aliás, o conceito de &#8220;ditadura ideal&#8221; de Arrow é irrelevante, pois nunca houve na história da humanidade uma ditaduta formada por uma única vontade, o que nos obriga a dizer que todas as incongruências entre decisão coletiva e preferências individuais atribuídas à democracia podem também ser atribuídas à ditadura. Uma abstração que não tem qualquer contato com a história (diferente, portanto, dos tipos ideais dos sociólogos) tem relevância científica limitada. Por fim, é muita arrogância pensar que o limite da ciência econômica é um limite apenas interno. Por favor, leia três grandes críticos da economia política: Augusto Comte, E. Durkheim e Pierre Bourdieu. Vocês verão que a &#8220;ciência&#8221; de vocês se assemlha mais a uma crença religiosa do que a uma ciência. Sinto muito meu caro, mas você também é um crente, você não é único capaz de ver em meio a um monte de indivíduos cegos pela ideologia (os &#8220;burros&#8221; e &#8220;ignorantes&#8221;). Por fim, a proposta de conferir aos economistas ou aos mais educados o direito de decidir é mais antiga do que andar para frente e, pelo que eu saiba, tem sido historicamente adotada na prática, ou o sr. Caplan acredita que nos EEUU quem decidem são de fato os eleitores? Seria muita ingenuidade. Os cientistas, os tecnocratas, os educados já dominam o mundo e o resultado não é bem o que se espera, não é? Sabe por que? Por que existe algo que se chama política, crenças, preconceitos,´interesses, embate, luta ideológica, enfim, uma série de coisas que estão ausentes do mundo idílico dos economistas. Ao contrário do que você diz, vocês, em nenhum momento, fazem a devida reverência à complexidade do mundo. Vocês se limitam a uma matematização do senso comum, enfatizam o rigor matemático em detrimento da complexidade do mundo real, vocês resolvem muito bem as questões que se colocam, porque as questões que vocês se colocam são pueris. A sua &#8220;crença científica&#8221; tem sim um efeito objetivo político: isso descamba para a defesa autoritário do poder tecnocrático. Se só vocês sabem como as coisas funcionam, então só vocês podem decidir, não é? Essa é a &#8220;filosofia política&#8221; derivada do seu raciocínio. É.. a economia pode produzir uma filosofia política, sabia?</p>]]></content:encoded>
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		<title>By: Vill</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-294</link>
		<dc:creator>Vill</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 22:15:42 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;Tem dois número 5 aí em cima. Claramente meu contador deu tilt&lt;/p&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem dois número 5 aí em cima. Claramente meu contador deu tilt</p>]]></content:encoded>
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		<title>By: Vill</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-293</link>
		<dc:creator>Vill</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 22:14:25 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;Por preguiça de montar encadeamentos lógicos, vou seguir a tradição nietzscheana e argumentar em aforismos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;1) A meu ver, a maior preocupação de bons "framers" (na linguagem do post acima -- ou seja, constituintes, instauradores de Estados, etc) não é "como circunvir o Teorema da Impossibilidade". Eles não devem estar preocupados primariamente em permitir ao povo exercer sua "vontade conjunta", o que quer que isso seja. Eles estão preocupados principalmente com a sustentabilidade do sistema de governo que estão erigindo, e esta sustentabilidade frequentemente cria constraints precisamente no sentido contrário -- como EVITAR que o povo exerça sua "vontade conjunta".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;2) Afinal, "o povo não sabe votar" não é apenas um clichê -- and while we're at it, um clichê cujos perigos o Elio Gaspari faz bem em ressaltar mensalmente. Eu argumentaria que, when it comes to o tipo de questão que constitui o recheio da política pública, a maior parte das pessoas por aí (a) pensa viciadamente, (b) é burra, (c) é evil, (d) pensa com a massa, (e) todas as respostas acima.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;3) Note-se que a maior parte das questões de política pública não é framed como escolhas sociais. Elas são framed religiosamente, como combates entre paradigmas diferentes. Não nos pedem pra opinar sobre qual deveria ser a taxa de juros ótima: nos pedem para dizermos se temos fé no "dogma neoliberal", no "dogma desenvolvimentista", ou em algum outro dogma.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;4) Isto dito, o que um pobre economista dado a fazer sugestões de política pública pode fazer? É como se você fosse um físico nuclear tendo que lidar com uns 40% da população que acham que é uma boa idéia abolir a 2a Lei de Newton.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;5) (A situação é ainda pior quando se nota que, diferentemente da física, a economia ainda está numa situação miserável como ciência -- em termos de corpo teórico E de procedimento experimental. Não é à toa que os economistas que se comportaram bem reencarnarão como físicos, enquanto os que foram malvados vão retornar como sociólogos.)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;5) Em conclusão: supondo que eu sou um sujeito sensato, detentor de poder constituinte e possuidor de um educated guess sobre o que fazer para melhorar a vida das pessoas, eu tenho ainda assim um outro problema: o que a maior parte das pessoas quer que seja feito é impossível, e se tentado vai ter efeitos catastróficos. Como eu faço para montar o sistema de modo que os indivíduos (a) continuem a ter ingerência sobre seus assuntos pessoais, (b) SINTAM que têm ingerência sobre os assuntos coletivos, (c) não façam caquinha com o meu querido "sistema democrático"?&lt;/p&gt;
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por preguiça de montar encadeamentos lógicos, vou seguir a tradição nietzscheana e argumentar em aforismos.</p>

<p>1) A meu ver, a maior preocupação de bons &#8220;framers&#8221; (na linguagem do post acima &#8212; ou seja, constituintes, instauradores de Estados, etc) não é &#8220;como circunvir o Teorema da Impossibilidade&#8221;. Eles não devem estar preocupados primariamente em permitir ao povo exercer sua &#8220;vontade conjunta&#8221;, o que quer que isso seja. Eles estão preocupados principalmente com a sustentabilidade do sistema de governo que estão erigindo, e esta sustentabilidade frequentemente cria constraints precisamente no sentido contrário &#8212; como EVITAR que o povo exerça sua &#8220;vontade conjunta&#8221;.</p>

<p>2) Afinal, &#8220;o povo não sabe votar&#8221; não é apenas um clichê &#8212; and while we&#8217;re at it, um clichê cujos perigos o Elio Gaspari faz bem em ressaltar mensalmente. Eu argumentaria que, when it comes to o tipo de questão que constitui o recheio da política pública, a maior parte das pessoas por aí (a) pensa viciadamente, (b) é burra, (c) é evil, (d) pensa com a massa, (e) todas as respostas acima.</p>

<p>3) Note-se que a maior parte das questões de política pública não é framed como escolhas sociais. Elas são framed religiosamente, como combates entre paradigmas diferentes. Não nos pedem pra opinar sobre qual deveria ser a taxa de juros ótima: nos pedem para dizermos se temos fé no &#8220;dogma neoliberal&#8221;, no &#8220;dogma desenvolvimentista&#8221;, ou em algum outro dogma.</p>

<p>4) Isto dito, o que um pobre economista dado a fazer sugestões de política pública pode fazer? É como se você fosse um físico nuclear tendo que lidar com uns 40% da população que acham que é uma boa idéia abolir a 2a Lei de Newton.</p>

<p>5) (A situação é ainda pior quando se nota que, diferentemente da física, a economia ainda está numa situação miserável como ciência &#8212; em termos de corpo teórico E de procedimento experimental. Não é à toa que os economistas que se comportaram bem reencarnarão como físicos, enquanto os que foram malvados vão retornar como sociólogos.)</p>

<p>5) Em conclusão: supondo que eu sou um sujeito sensato, detentor de poder constituinte e possuidor de um educated guess sobre o que fazer para melhorar a vida das pessoas, eu tenho ainda assim um outro problema: o que a maior parte das pessoas quer que seja feito é impossível, e se tentado vai ter efeitos catastróficos. Como eu faço para montar o sistema de modo que os indivíduos (a) continuem a ter ingerência sobre seus assuntos pessoais, (b) SINTAM que têm ingerência sobre os assuntos coletivos, (c) não façam caquinha com o meu querido &#8220;sistema democrático&#8221;?</p>]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: dr. k</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-286</link>
		<dc:creator>dr. k</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 21:21:29 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;blockquote&gt;
 Há pelo menos dois séculos e meio ela foi definida por duas revoluções - Independência Americana e Revolução Francesa. Thomas Jefferson escreve melhor sobre ela do que eu, e infinitas vezes melhor do que (puá) Marx.
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;É interessante -- hoje mesmo eu estava lendo sobre a natureza "elitista" de certas cláusulas que os &lt;em&gt;Framers&lt;/em&gt; da Revolução Americana colocaram no sistema:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
[T]he framers ensured that the one popularly elected branch of the new national government, the House of Representatives, would be "carefully checked and balanced by a quasi-aristocratic (or plutocratic) senate, the electoral college, the presidential veto, and by judicial review." Some of the convention delegates proposed a battery of additional restraints on tyrannical majorities, including life terms for some elected officials, high property qualifications for voters (and still higher ones for officeholders), a congressional veto of state laws, and indirect election of the House of Representatives. These proposals put the framers in a quandary: how could they place the new government sufficiently beyond the reach of popular influence to ensure that it acted responsibly without making it so unresponsive to the popular will as to not only violate their highest ideals but also jeopardize ratification?  The delegates' solution was to reject the most blatant restrictions on popular power in favor of subtler ones.
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;(fonte: Woody Holton, &lt;a href="http://209.85.165.104/search?q=cache:u1pjfiO0X_8J:www.historycooperative.org/journals/wm/62.2/holton.html+divide+et+impera+jefferson&#38;hl=en&#38;ct=clnk&#38;cd=1" rel="nofollow"&gt;Divide et impera: Federalist 10 in a wider perspective&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De resto, quanto a isto,&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
O que existem são vontades e vantagens individuais a serem servidos
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;o Grêmio Recreativo Teorema da Impossibilidade de Arrow saúda o povo e pede passagem!&lt;/p&gt;
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
 Há pelo menos dois séculos e meio ela foi definida por duas revoluções - Independência Americana e Revolução Francesa. Thomas Jefferson escreve melhor sobre ela do que eu, e infinitas vezes melhor do que (puá) Marx.
</blockquote>

<p>É interessante &#8212; hoje mesmo eu estava lendo sobre a natureza &#8220;elitista&#8221; de certas cláusulas que os <em>Framers</em> da Revolução Americana colocaram no sistema:</p>

<blockquote>
[T]he framers ensured that the one popularly elected branch of the new national government, the House of Representatives, would be &#8220;carefully checked and balanced by a quasi-aristocratic (or plutocratic) senate, the electoral college, the presidential veto, and by judicial review.&#8221; Some of the convention delegates proposed a battery of additional restraints on tyrannical majorities, including life terms for some elected officials, high property qualifications for voters (and still higher ones for officeholders), a congressional veto of state laws, and indirect election of the House of Representatives. These proposals put the framers in a quandary: how could they place the new government sufficiently beyond the reach of popular influence to ensure that it acted responsibly without making it so unresponsive to the popular will as to not only violate their highest ideals but also jeopardize ratification?  The delegates&#8217; solution was to reject the most blatant restrictions on popular power in favor of subtler ones.
</blockquote>

<p>(fonte: Woody Holton, <a href="http://209.85.165.104/search?q=cache:u1pjfiO0X_8J:www.historycooperative.org/journals/wm/62.2/holton.html+divide+et+impera+jefferson&amp;hl=en&amp;ct=clnk&amp;cd=1" rel="nofollow">Divide et impera: Federalist 10 in a wider perspective</a>)</p>

<p>De resto, quanto a isto,</p>

<blockquote>
O que existem são vontades e vantagens individuais a serem servidos
</blockquote>

<p>o Grêmio Recreativo Teorema da Impossibilidade de Arrow saúda o povo e pede passagem!</p>]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Cássio</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-287</link>
		<dc:creator>Cássio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 18:18:33 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;Dennis, nós nunca sabemos até que ponto a democracia é necessária para a liberdade até que a gente perca a liberdade e a democracia. Os chineses pensam que são livres, até os trabalhadores de Guangzhou, que passam doze horas por dia, sete dias por semana, trabalhando por centavos de dólar e que não podem nem casar sem a permissão do patrão devem pensar que são livres. Vivem num regime Marxista, adaptado por Mao, é bom lembrar. Em relação à importância da representatividade, não sou nem eu nem o Dennis que definimos essa importância. Há pelo menos dois séculos e meio ela foi definida por duas revoluções - Independência Americana e Revolução Francesa. Thomas Jefferson escreve melhor sobre ela do que eu, e infinitas vezes melhor do que (puá) Marx. Exigir boa-fé dos letrados equivale a dizer que eles se contagiem pela "Will of the people". O que existem são vontades e vantagens individuais a serem servidos, leiamos o mais básico que é Freud. Ah, Dennis, a situação pode piorar sempre, acredite.&lt;/p&gt;
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dennis, nós nunca sabemos até que ponto a democracia é necessária para a liberdade até que a gente perca a liberdade e a democracia. Os chineses pensam que são livres, até os trabalhadores de Guangzhou, que passam doze horas por dia, sete dias por semana, trabalhando por centavos de dólar e que não podem nem casar sem a permissão do patrão devem pensar que são livres. Vivem num regime Marxista, adaptado por Mao, é bom lembrar. Em relação à importância da representatividade, não sou nem eu nem o Dennis que definimos essa importância. Há pelo menos dois séculos e meio ela foi definida por duas revoluções - Independência Americana e Revolução Francesa. Thomas Jefferson escreve melhor sobre ela do que eu, e infinitas vezes melhor do que (puá) Marx. Exigir boa-fé dos letrados equivale a dizer que eles se contagiem pela &#8220;Will of the people&#8221;. O que existem são vontades e vantagens individuais a serem servidos, leiamos o mais básico que é Freud. Ah, Dennis, a situação pode piorar sempre, acredite.</p>]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Dennis.</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-288</link>
		<dc:creator>Dennis.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 01:54:50 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;É por isso que eu voto no ClodoVil.
Não concordo com o comentário acima, porque eu não sei até que ponto a democracia é necessária para a liberdade e, perdoe-me desde já, Marx já coloca que o que a gente entende como liberdade se insere em um painel um tanto ilusório sobre o que se passa nos interstícios. Independentemente disso, não sei se dá pra fazer alguma coisa com a democracia. Nem se a representatividade é importante de fato, ou se seja mais benéfica para que deveriam ser beneficiados pq estão em piores condições. Claro que exigir boa-fé dos letrados é complicado, mas não é como se a situação pudesse piorar.
Mas o que eu quero mesmo é que me liberem do voto obrigatório, e o resto é brincadeira.&lt;/p&gt;
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É por isso que eu voto no ClodoVil.
Não concordo com o comentário acima, porque eu não sei até que ponto a democracia é necessária para a liberdade e, perdoe-me desde já, Marx já coloca que o que a gente entende como liberdade se insere em um painel um tanto ilusório sobre o que se passa nos interstícios. Independentemente disso, não sei se dá pra fazer alguma coisa com a democracia. Nem se a representatividade é importante de fato, ou se seja mais benéfica para que deveriam ser beneficiados pq estão em piores condições. Claro que exigir boa-fé dos letrados é complicado, mas não é como se a situação pudesse piorar.
Mas o que eu quero mesmo é que me liberem do voto obrigatório, e o resto é brincadeira.</p>]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Cássio</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-292</link>
		<dc:creator>Cássio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 May 2007 21:39:38 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;Uma vez, um amigo me disse que o estrume dos cavalos deve ser delicioso. Eu, atônito pela delcaração, não sabia o que responder e fingi que não ouvi nada. Meu amigo insistiu: "Estrume deve ser delicioso." "Como assim?" perguntei. "Ora, milhões de moscas voam para ele, pousam nele, põem ovos nele, se alimentam dele." "Tantos milhões de moscas não podem estar errados."
O erro em que meu amigo incorreu é um erro lógico conhecido há pelo menos dois mil anos. O número de pessoas que pensa ou faz alguma coisa não quer dizer que essa coisa seja certa, ou adequada.  Os exemplos, além do das moscas, podem ser vários outros. Por dezenas de séculos todo o mundo acreditou que a Terra era o centro do universo, mas hoje sabemos que ela não é. Naquela época, alguém poderia ter afirmado que se tanta gente pensa assim, provavelmente a coisa está certa. A ascensão dos regimes totalitários na Europa teve apoio maciço da população, mas isso não faz que o nazifascismo seja uma ideologia adequada ou humanista. A conclusão que toda essa linha de raciocínio nos leva é que então, se a maioria decidiu por um candidato A em vez de B na eleição, isso não significa que A seja melhor do que B.
Não, não significa. Vencer por maioria não quer dizer ser o melhor. No entanto, quer dizer: eu represento a maioria. Esse é o fundamento do governo democrático. A REPRESENTATIVIDADE. Existem outras características das democracias que Caplan espertamente não aborda. O fato de eu vir aqui e escrever isso tudo e saber que não vou ser preso pode ser atribuído a vivermos em uma democracia, por exemplo. A proposta de Caplan é que essa representatividade se torne desigual por alguns terem mais poder de voto do que os outros. Trocando em miúdos: somos todos iguais, mas alguns são mais iguais do que todo o mundo. Todos podem decidir, mas as decisões que valem são as dos melhores. Enfim, para usar um lugar comum, o poder de Chico não é o poder de Francisco. Isso lembra algum lugar, algum país, algum governo? A mim me lembra, e acho que o Sr. Caplan deveria se informar sobre como funciona na prática sua proposta. Na ditadura se discutia por aqui se valia mais o voto da empregada ou do general. Veio a democracia, e as empregadas votando mandaram os generais para casa.&lt;/p&gt;
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez, um amigo me disse que o estrume dos cavalos deve ser delicioso. Eu, atônito pela delcaração, não sabia o que responder e fingi que não ouvi nada. Meu amigo insistiu: &#8220;Estrume deve ser delicioso.&#8221; &#8220;Como assim?&#8221; perguntei. &#8220;Ora, milhões de moscas voam para ele, pousam nele, põem ovos nele, se alimentam dele.&#8221; &#8220;Tantos milhões de moscas não podem estar errados.&#8221;
O erro em que meu amigo incorreu é um erro lógico conhecido há pelo menos dois mil anos. O número de pessoas que pensa ou faz alguma coisa não quer dizer que essa coisa seja certa, ou adequada.  Os exemplos, além do das moscas, podem ser vários outros. Por dezenas de séculos todo o mundo acreditou que a Terra era o centro do universo, mas hoje sabemos que ela não é. Naquela época, alguém poderia ter afirmado que se tanta gente pensa assim, provavelmente a coisa está certa. A ascensão dos regimes totalitários na Europa teve apoio maciço da população, mas isso não faz que o nazifascismo seja uma ideologia adequada ou humanista. A conclusão que toda essa linha de raciocínio nos leva é que então, se a maioria decidiu por um candidato A em vez de B na eleição, isso não significa que A seja melhor do que B.
Não, não significa. Vencer por maioria não quer dizer ser o melhor. No entanto, quer dizer: eu represento a maioria. Esse é o fundamento do governo democrático. A REPRESENTATIVIDADE. Existem outras características das democracias que Caplan espertamente não aborda. O fato de eu vir aqui e escrever isso tudo e saber que não vou ser preso pode ser atribuído a vivermos em uma democracia, por exemplo. A proposta de Caplan é que essa representatividade se torne desigual por alguns terem mais poder de voto do que os outros. Trocando em miúdos: somos todos iguais, mas alguns são mais iguais do que todo o mundo. Todos podem decidir, mas as decisões que valem são as dos melhores. Enfim, para usar um lugar comum, o poder de Chico não é o poder de Francisco. Isso lembra algum lugar, algum país, algum governo? A mim me lembra, e acho que o Sr. Caplan deveria se informar sobre como funciona na prática sua proposta. Na ditadura se discutia por aqui se valia mais o voto da empregada ou do general. Veio a democracia, e as empregadas votando mandaram os generais para casa.</p>]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Luis Henrique</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-291</link>
		<dc:creator>Luis Henrique</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2007 17:11:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://koenigsberg.wordpress.com/2007/05/28/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-291</guid>
		<description>&lt;p&gt;Eu prefiro pensar que a racionalidade ainda existe em alguns e que estes alguns deleitem-se em "shareá-las" com o intuito de "minimizar a irracionalidade", como bem o fez (ou tentou, dependendo do ponto vista, pois afinal, pontos de vistas são relativos) Bryan Caplan.&lt;/p&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu prefiro pensar que a racionalidade ainda existe em alguns e que estes alguns deleitem-se em &#8220;shareá-las&#8221; com o intuito de &#8220;minimizar a irracionalidade&#8221;, como bem o fez (ou tentou, dependendo do ponto vista, pois afinal, pontos de vistas são relativos) Bryan Caplan.</p>]]></content:encoded>
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		<title>By: luciana</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-290</link>
		<dc:creator>luciana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2007 04:48:57 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;tá sumido&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;=*&lt;/p&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>tá sumido</p>

<p>=*</p>]]></content:encoded>
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		<title>By: Icchan</title>
		<link>http://dayvancowboy.org/2007/05/bryan-caplan-ataca-novamente/#comment-289</link>
		<dc:creator>Icchan</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2007 02:41:37 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;Bravo!
Em breve estaremos dizendo: "a racionalidade não existe, somos mero joguete do destino! Viva e deixe Deus jogar dados!"&lt;/p&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Bravo!
Em breve estaremos dizendo: &#8220;a racionalidade não existe, somos mero joguete do destino! Viva e deixe Deus jogar dados!&#8221;</p>]]></content:encoded>
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