Archive for September, 2007

Proposta para a reforma de curso de comunicação social

Tuesday, September 25th, 2007
  1. Alfabetização matemática básica, o que quer dizer cálculo (diferencial e integral) univariado e multivariado, e álgebra linear. Isto é necessário para os próximos dois itens
  2. Duas disciplinas de estatística orientado a teoria da informação. Vocês sabiam que uma semana do New York Times tem mais informação do que o que uma pessoa mediana encontrava durante a vida inteira no século 18? E no entato, isso está a cargo de pessoas que trabalham na base do chute.
  3. Uma discplina de estatística orientada a Interpretação de Resultados Empíricos. Jornalistas sempre pegam trabalhos complexos usando metodologias sofisticadas de economia, biologia, epidemiologia, etc. e transformam num resumo idiota que não diz o que o estudo pretendia dizer e, pior, diz algo que o estudo não dizia.
  4. Remoção de disciplinas como “técnicas de redação”, “o que é um lead”, etc. Economistas aprendem como fazer um fluxo de caixa ou análise (fundamentalista e gráfica) de uma ação da bolsa na marra, no emprego. O que a faculdade faz é ensinar economia, isto é, transformá-los em seres humanos. A faculdade de comunicação tem feito pouco disso. Redação se aprende no estágio, ponto.
  5. Eu sou a favor de manter disciplinas de high theory como história da comunicação, sociologia, teoria da comunicação, lingüística, semiótica, etc. Mas o ritmo desses cursos é muito devagar, pelos padrões de quem tem que fazer um curso humanístico e quantitativamente intensivo ao mesmo tempo. Como a minha proposta de graduação em comunicação não é tão quantitativamente densa, o problema é suavizado. Ainda assim, é preciso aumentar fortemente o ritmo de leitura para terminar a graduação em 4 anos, sem reduzir o volume em mais do que 20 ou 30%.

Alguém me faz o favor de encaminhar isto para o Observatório da Imprensa? Como ex-estudante de comunicação, eu gostaria de ver isso discutido por estudantes de comunicação naquela coluna “Diretório Acadêmico”

Política de assinatura/desassinatura de feeds Twitter

Tuesday, September 25th, 2007

Desde que o Twitter entrou na minha vida, tenho postado bem menos aqui, em boa parte pela falta de tempo para me dedicar aos longos ensaios que gosto de escrever. É bem verdade que alguns “seriados” meus lá podem virar posts se burilados adequadamente, como o de Hunter S. Thompson na Lapa.

Mas eu fico no Twitter mais tempo aqui principalmente porque o blog journal o equivalente eletrônico do sujeito com a máquina de escrever portátil em frente a uma janela (como faz o Hunter S. Thompson no filme Fear and loathing) e narra com detalhes realistas e análise implícita, mas profunda, os acontecimentos ou idéias de um momento — provavelmente passado. É por isso que eu ando devendo um ensaio sobre Klaxons — o que é tipicamente blog blog journal -like.

Dito isto, segue a minha política informal de assinar e desassinar feeds Twitter.

  1. Geografia importa, mas nem tanto. Estar no Rio conta ponto a favor porque se compartilha um contexto implícito, mas não chega a ser um determinante.
  2. Eu não assino feeds de estrelinhas internéticas autoproclamadas, pessoas obcecadas por rankings e animais semelhantes. A internet é o espaço do pós-estrelismo: get used to it ou get off my radar. E na internet, ao contrário da TV, a voz de um milhão de radares não importa, porque as pessoas entram e saem do radar constantemente.
  3. Eu não assino feeds em inglês, em geral, a menos quando são pessoas übercool como o Hugh McLeod do Gaping Void,
  4. Early adopters que ficam babando sobre hardware hacking ( “dã, consegui instalar a bateria do meu iphone) são chatos pra mim. Outros podem estar interessados e assinar essas feeds.
  5. Eu gosto de pessoas que têm poucos followers e mesmo assim postam bastante. Isso é um grande ponto a favor.
  6. Quando alguém me assina, eu olho com carinho o feed da pessoa, mas não adiciono automaticamente.
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