Archive for December, 2007

De mudança pra cá

Wednesday, December 26th, 2007

Importando a WXR do  Blogsavy. E não é que veio tudo direitinho, sem sobressaltos?

A gota fria

Tuesday, December 25th, 2007

(Tentando manter a calma)Uma das coisas que me incomodam sobre a caixinha “bipolar” (além da falta de uma etiologia bem-definida, GSK-3ß e tudo) é o aspecto fuzzy do cluster de sintomas. Parte disto fica bem explicado pelo modelo pluriciclico de Jim Phelps: com ciclos dessincronizados de capacidade intelectual, sociabilidade, julgamento das conseqüências, etc., diferentes pessoas fazem diferentes ciclagens de tipos curiosos.  Uma entrevista do Joe Goldberg para a Primary Psychiatry que acabo de ler dá um ângulo bastante mais fácil de entender, com alguma (bastante, na verdade) comprovação estatística.

  • Dois terços dos indivíduos diagnosticados com um distúrbio bipolar são diagnosticáveis com outro transtorno do DSM-IV
  • 50% teriam um terceiro distúrbio
  • 25% teriam um quarto.
  • 50% têm um transtorno de ansiedade

Só esse último número explica muita coisa! Espera lá, bipolar com ansiedade e bipolar sem ansiedade dá duas histórias de vida completamente diferentes.

Sobre o suicídio

Tuesday, December 25th, 2007

Em uma frase, a definição de depressão, e a razão pela qual ela leva ao suicídio: você se sente como se já estivesse morto anyway.

Qualificações a serem feitas: foi um bom natal, eu sempre gostei de natais e nunca tive uma depressão ligada ao natal. Ano passado o natal foi mais interessante, embora meio triste, porque estava triste por outros motivos; por ser mais íntimo, eu pude fazer uma digressão mais intelectual sobre o problema de “viver bem” ao longo da história da filosofia para desejar à família que soubessem viver bem. Os convidados subidamente cristãos deste ano me embaraçaram um pouco, talvez.A vaca fria: tenho até amanhã pra entregar um trabalho razoavelmente simples que não está concluído porque, bem, a condição überspazz yadda yadda yadda. Eu estou exausto de viver num mundo tão cheio de conseqüências graves para os meus atos e tão poucos prazeres yadda yadda yadda. A coisa de sempre. Eu me sinto velho e doente, como o senhor convidado que passou décadas em um casamento infeliz e agora está velho e doente.A mocinha com quem estou tendo um caso também não ajuda (e em geral eu não consigo administrar uma support network muito maior, apesar de ter alguns amigos muito fiéis e muito bons). Ela está tendo um surto psicótico, e sabe disso e admite; onde normalmente ela estaria do meu lado administrando a minha coisa suicida, bem, eu estou administrando a coisa dela, antes que ela precise ser internada, porque ela está à beira disso e sabe disso e admite.(Eu sempre acabo envolvido com gente überspazz; em parte, a coisa atrai, mesmo: são pessoas mais interessantes, tanto pela condição em si como pelas correlações intelectuais e pelo universo de comunicação; em parte, é preciso um para entender um, acho; eu nunca me senti compreendido por uma mocinha bonita do Leblon.)Eu não consigo entender o suicídio desesperado. O suicídio pra mim sempre foi uma questão de “saco cheio”. O desespero de não conseguir cumprir uma obrigação profissional é quase nulo, mas eu estou cansado desse círculo vicioso de ter desafios anormalmente pesados impostos sobre mim pelas minhas características de personalidade e ter sempre que cavar o meu caminho pra fora do buraco com as unhas, no muque, a golpes de genialidade. Até quando se espera que eu agüente? Até quando?Eu simplesmente estou muito, muito cansado. Praticamente morto, na verdade. My body is a cage, mais nada.

O íon que matou Dr. Freud, parte 1

Saturday, December 22nd, 2007
[Esta entrada é a segunda parte de uma série que começa na parte 0]

Apesar dos melhores esforços da religião freudiana, a ciência seguiu em frente. O lítio, ao confirmar a distinção básica entre psicose maníaco-depressiva e esquizofrenia, essencialmente mostrou a inutilidade dos conceitos freudianos de neurose e psicose (posto que a psicose é complexa e diferencial e a bipolaridade apareceria alternadamente como neurose e psicose para um freudiano ortodoxo pré-lítio). Mais ainda, pouco depois surgiram os primeiros antipsicóticos como o haloperidol e a cloropromazina, que essencialmente esvaziaram os velhos e sombrios hospícios. Da década de 1960 para cá, vêm sendo desenvolvidos diagnósticos diferenciais mais finos, modelos neurológicos mais precisos, psicofármacos menos sujos e estratégias psicoterápicas de primeira ordem (na relação transformada consumidor-psiquiatra numa era pós-hospícios) mais refinadas.

E no entanto, o pouco prestígio que o freudianismo até meados dos aos 1990 perdeu se deveu às (por vezes muito apropriadas) críticas da filosofia continental dos anos 1970, prestígio este muitas vezes deslocado para abordagens psicodinâmicas muito menos meritórias. Mesmo as melhores desconstruções — como a leitura de Freud = fascismo-como-teatro-da-falta-do-poder-colocado-elsewhere que muita gente faz do Antiédipo — foram utilizadas de maneira ignorante por um movimento "anti-psiquiátrico" que observou data-points desconectados da era dos hospícios, da metáfora foucaultiana da história da loucura, dos efeitos do haloperidol (por definição de uma época disjunta da era dos hospícios como descritos em Foucault).

Por um lado, a antipsiquiatria chegou no final da festa, e ficou procurando listras de zebra em búfalos. A cloropromazina e o haloperidol eram fortemente neurolépticos, e deixavam as pessoas fortemente sedadas; erros de dosagem levam facilmente a estados de depressão, pelo que li e pelo que se vê nos filmes. No entanto, estas drogas vieram a substituir tecnologias que eram mais propriamente repressão do que tratamento, posto que eram aplicadas a indivíduos de comportamento violento, e foram sucessivamente suplantadas por gerações de antipsicóticos cada vez melhores — ao ponto que antipsicóticos são usados como antidepressivos de segunda instância para meninas ricas neuróticas hoje em dia.

Mudanças súbitas de humor (provavelmente) não são distúrbio bipolar!

Friday, December 21st, 2007

Esse é um dos mitos mais irritantes difundidos por toda parte. Tanto a variante I como a II caracterizam-se por períodos razoavelmente longos, normalmente de vários anos, de mania (ou hipomania) e de depressão, às vezes intercalados por períodos longos de normalidade. Quando quatro fases distintas acontecem em um único ano a doença já está numa fase crônica, o que é bastante mais raro e precisa de medicação mais pesada que interfere bem mais com o funcionament de uma vid simpática e feliz, e isso ainda é diferente de mudanças súbitas de humor. Existe, sim, uma forma raríssima e extremamente grave de bipolaridade em que ocorrem ciclos ultra-rápidos, às vezes ultradianos — vários num dia só. Isso só ocorre depois de um longo processo de agravamento da doença, em geral por falta de tratamento ou devido a diversas interrupções, o que teoricamente leva ao processo do kindling neuronal. Se você nunca teve um transtorno bipolar “normal”, com ciclos compridos — examine honestamente o seu passado, orra — você não tem ciclos ultradianos, e especular com a idéia é um insulto ao sofrimento de pessoas que sofrem de uma doença neurológica seríssima e que se entopem de Topamax (em doses quatro vezes maiores que a minha) e Neurontin ao ponto que não conseguem mais raciocinar.

Mudanças súbitas de humor são uma questão de personalidade e requerem counseling psicoterápico. Significam que você é uma mulher, possivelmente grávida, ou que é um bichinha que precisa apanhar muito da vida ou, com uma probabilidade bastante baixa, que está com algum distúrbio de personalidade que precisa ser diagnosticado por um psiquiatra e tratado com doses baixas de antidepressivos e muitos tapas da vida. Agora pare de ler o psiqweb e procurar “mudanças súbitas de humor” no Google e vá ler “O Arquipélago Gulag”. E se você tem uma namorada, peça para ela te amarrar e bater até você chorar. Dói mas é bom.

O íon que matou Dr. Freud, parte 0

Wednesday, December 19th, 2007

Não ando com tempo de compor um ensaio coerente sobre o assunto, então as coisas vão indo aos tropeços. Primeiro, a faísca. Ctrl-C Ctrl-V (não, na verdade eu tive que digitar de uma versão real do livro, e corrigindo alguns erros óbvios de tradução) do best-seller "Ouvindo o Prozac" de Peter Kramer: 

Ciclagem r?pida

Sunday, December 16th, 2007

Num dia, voc? se sente como um trapo. ? interessante que a medica??o funciona de um modo que a depress?o n?o afeta tanto o seu humor — voc? n?o fica t?o triste, mas voc? se sente um trapo do mesmo modo.

No dia seguinte, voc? sai e compra um computador por impulso. Um notebook. Da Apple.

Myers-Briggs

Thursday, December 13th, 2007

É spooky o quanto a descrição do tipo INTP se ajusta a mim — melhor que qualquer descrição de cunho patológico. Por um lado, é uma advertência austera contra o efeito placebo dos diagnósticos de que eu falava semana passada. Por outro, o fato de que todas as mudanças que eu percebo no meu comportamento e na minha personalidade não mudam o quanto o tipo INTP se ajusta a mim é uma rejeição radical à idéia de “psicofarmacologica cosmética” de Peter Kramer.

Em algum nível, a minha personalidade mudou — tornou-se menos retraída, mais expansiva, mais extrovertida, mais confiante. Em outro, as marcas centrais do modelo INTP continuam intactas — um estilo passivo na maioria dos aspectos até que um senso de consistência lógica é afetado, uma intervenção afiada, alguns diriam agressiva (e extremamente lógica, faltando palavras para evitar a redundância) quando isso acontece, etc. Claro, o que antes era internalizado  parcialmente como neurose agora é de fato plenamente vivido. Em palavras mais simples, a medicação me deixa exercer plenamente a personalidade que eu já tinha, mas era parcialmente reprimida pela minha fragilidade emocional.

Man, bipolar + INTP + desrealização = quirky, quirky muthafucka.

Pico

Tuesday, December 11th, 2007

Há dias que estou com a sensação de que a fase hipertímica está acabando e vou ciclar para uma depressão das feias mas parece que the switch nunca chega.

Então estou andando pela estação de metrô fora da faixa amarela, em troco daquela gotinha extra de adrenalina. Ouvindo “Stagger”, do Underworld — vocês sabem, às vezes a sensação de estar acelerado é melhor descrita por uma música lenta no ritmo normal das outras pessoas.

Eu me sento e passa o trem, e ao ver a letra M a primeira coisa em que eu penso é Mania. E em seguida — “preciso entrar nesse trem!”

Ruínas

Monday, December 10th, 2007

Eu assumi um compromisso comigo de atualizar o blog journal às quartas e quintas para não deixá-lo moscando à espera do ensaio perfeito. Mas às vezes algumas coisas precisam sair do seu sistema imediatamente.

Já insinuei algumas vezes o quanto eu divirjo energia para as coisas menos urgentes e apropriadas. Eu já virei a noite escrevendo um theorem prover na véspera de uma prova de política industrial do mestrado. Em Haskell. No sistema de tipos. Numa classe de tipos. Parametrizada.

Esse, aliás, é o meu caveat máximo quando alguém me pede conselhos: I’m a sick fuck – eu estou escrevendo sobre as minhas experiências com abuso de remédios psiquiátricos quando deveria estar escrevendo um relatório técnico sobre a economia de um país centroamericano. Claro, o relatório sempre acaba sendo escrito, quatro em cinco vezes fica notável e em qualquer caso é tudo menos esculhambado: a minha prova de macrodinâmica do mestrado foi feita sem o conhecimento de certos pontos sutis da matéria, mas esta falta foi tapada com um argumento sobre como a diferença entre o princípio da demanda efetiva e a lei de Say na verdade consiste num problema de formulação: uma se refere à causa eficiente aristotélica e a outra à causa formal.

Mas eu sou errático. E por mais que seja engraçado, e divertido, e exista uma ondinha de bipolar pride a ser curtida falando a todos os seus amigos o quão errático você é e o quão fodido você está em relação aos seus prazos, no fim você precisa cumprir os prazos porque você quer seguir em frente com a sua vida. E no entanto, eu me saboto.

Então eu estava aqui sentado lendo sobre lingüística enquanto o meu colega me conta que está indo para uma entrevista de emprego (um par de anos de FGV abrem portas para pastos mais verdes, eu calculo), provavelmente o tipo de emprego corporativo que eu não conseguiria administrar sendo errático e lendo sobre lingüística ou neurociência ou teoria de grupos ou a história das tribos da Mongólia por semanas a fio enquanto não acontece o relâmpago que me faz produzir a droga do relatório.

Sendo

Saturday, December 8th, 2007

“Ouvindo o Lamictal”, intitulei o blog blog journal , pensando em toda a viagem de autoconhecimento emocional e toda a compreensão de minhas experiências com relacionamentos, com planejamento, responsabilidades, enfim, com conseguir agir como uma pessoa menos que racional no mundo que começou quando comecei a tomar a lamotrigina. Nesse mesmo dia, comecei a tomar Topamax, por circunstâncias já detalhadas. Deveria ser uma medicação adjuntiva. E muitas experiências inteiramente novas que não entendo completamente ainda começaram.

“Mas como é que você vai explicar um negócio chamado desrealização a eles?”, sorriu o meu psiquiatras, sabendo da minha dificuldade de comunicar uma experiência tão abstrata ao meu grupo de apoio — amigos, família, flertes. E pela primeira vez a frase “espectro autista” saiu no consultório.

Há algum tempo, quando tudo o que eu tinha era uma intensa mas amorfa consciência überspazz, o que se destacava na minha experiência subjetiva do mundo eram estes sintomas fortes de desrealização e despersonalização. É claro que eu estava fazendo nítidas fases hipomaníacas e depressivas de três meses, mas o que mais chamava a atenção era a minha dificuldade de comunicação, a minha awkwardness não só com outras pessoas com o mundo em si.

Mas eu fui deixando ir. Usualmente, autistas são pessoas notoriamente indefesas, e vêm sendo sujeitas a tratamentos tão violentos com neurolépticos e terapias de aversão que a causa anti-cura é um movimento político respeitável. Abracei a bandeira da causa: acceptance, not cure. E no entanto, um dia, as coisas fugiram do controle um épsilon a mas do que eu estava internamente disposto a aceitar, do que a minha soul of iron estava disposta a aceitar.

Novo blog

Wednesday, December 5th, 2007

Estou com um blog journal novo há um par de semanas, {12 words, estimated 3 secs reading time}

Automedicação

Wednesday, December 5th, 2007

Automedicação é uma anátema em quase todo o discurso sobre saúde psíquica que você vai encontrar na web — e por extensão em qualquer outra parte, porque é difícil pensar que a literatura imprensa vai ser mais livre que os psicosites, psiqwebs e suzihongs da vida. De um lado, os sites montados por profissionais têm o duplo compromisso com a ética profissional (de não encorajar a irresponsabilidade) e com o corporativismo (de manter a primazia do médico como árbitro último do postulado normativo sobre o psicofármaco). Do outro, os blog blog journal s de pacientes — que oscilam entre o orgulho da fase maníaca e a admissão envergonhada da “doença mental” — colocam-se em posição francamente submissa em relação ao profissional de saúde mental.

Eu tenho uma relação muito mais franca com o meu psiquiatra — eu sou o consumidor de um serviço, o equilíbrio de poder por default estaria desequilibrado na direção oposta do que muitos pensam que deveria estar e no entanto, com truques mágicos de terapeutas, desses que devem ensinar nas aulas de psicodinâmica, ele conseguiu extrair suficiente transferência de mim para criar um ambiente de parceria. Mas sou cético, sou cínico, checo as coisas quatro vezes, conheço os seis pontos de vista sobre cada questão e tenho procurado avançar no meu conhecimento de neurociência para amadurecer a minha opinião pessoal.

Às vezes, os meus penpals e companheiros überspazzen (não somente bipolares, mas uma gama de “depressivos atípicos” do tipo que estão há anos tentando várias combinações de psicofármacos e psicoterapias) observam esse tipo de comportamento e repreendem-me: “você não é psiquiatra, e ler um par de blog blog journal s não torna você um”. E eu não sou um psiquiatra, razão pela qual eu vou a um psiquiatra; em nenhum momento eu estou ignorando a minha condição de überspazz e o meu largo desconhecimento de medicina. Mas eu não sou uma ovelha, e conhecendo várias profissões de perto eu sei que a diferença entre o expert e o leigo é muito mais fina do que se pensa comumente, pelo menos para alguém que aprende rápido e apreende rápido a relação bidirecional complexa entre teoria e empiria específica de uma ciência em particular.

Placebo

Saturday, December 1st, 2007

Nem todos os efeitos percebidos dos remédios são reais, mesmo que todos os que aparecem nas bulas e quase todos que aparecem nos compêndios de relatos de pacientes sejam possíveis. Algumas coisas são mais objetivas — e é difícil deixar de notar quando sua urina fica azul. Outras são intermediárias, como dores musculares e formigamentos. Algumas são inteiramente subjetivas, como afasias parciais e distorções perceptuais — ou, imaginem, efeitos psiquiátricos positivos, como menos depressão e estabilização do humor.

Todos estes eventos podem ser efetivamente causados pelos remédios ou somatizados a partir da puro peso psicológico de estar tomando medicação psiquiátrica. Pode parecer trivial quando blog blog journal amos sobre o assunto, mas cada um de nós ou hesitou muito antes de procurar ajuda ou foi arrastado às pressas numa emergência — mas começar a tomar psicofármacos é uma experiência emocionalmente complexa; foi para mim e não imagino que seja diferente para ninguém, por mais que se compre a linguagem simplificante da biopsiquiatria ortodoxa.

“Emocionalmente complexa” quer dizer mais do que “emocionalmente negativa”. Evidentemente há um senso de falha em cada nova medicação psiquiátrica, que desaparece à medida que você vai afinando seu tratamento e cada novo remédio é um aditivo de utilidade marginal (como é o Topamax para mim, em princípio) mas no início é assustador: “os valproatos não funcionaram para você, vamos tentar lítio” — sendo que você já está sob benzodiazepínicos (o cultuado Rivotril, a droga dos sonhos) e um remédio tropa-de-elite-osso-duro-de-roer (o Lamictal) que te tirou da invalidez emocional completa.

Mas ao mesmo tempo, é profundamente excitante, pelo menos para um geek-de-todas-as-coisas como eu. Eu leio as bulas brasileira, americana e européia, leio a literatura, leio a discussão off-label entre psiquiatras que usam off-label, estou me aproximando lentamente de uma compreensão aprofundada da farmacocinética e da neuroquímica destas coisas.

E, claro, no meio-tempo, tentando não perceber efeitos imaginários.

Free counter and web stats