Archive for February, 2008

Friday, February 29th, 2008

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Dia de citações. I know a woman in her …

Wednesday, February 27th, 2008

Dia de citações. I know a woman in her 80’s, a Polish Jew woman forced into a concentration camp with her family but not all of them came out. She says, “I am slow to make friends because when I look at people, I have one question in mind; would they hide me?”

André Scala sobre Deleuze. Le travail …

Tuesday, February 26th, 2008

André Scala sobre Deleuze.

Le travail de Deleuze n’a jamais été troublé ni alimenté par une réflexion sur la possibilité de la philosophie, après l’exil de son Idée ou la fin de la métaphysique. Il qualifie de faible ce moment réflexif, symptôme d’une impuissance à créer.

É isso que eu queria que o meu blog blog journal ue diário fosse. Mas é um fracasso. Não capta a intensidade das minhas manias noturnas, à beira da psicose, a efemeridade das depressões vespertinas — merda, como estou deprimido — os desejos, as drogas.

Ou ensaios, ou diário. E eu não consigo achar os movimentos de desterritorialização implicados nesta coisa de viver em absoluta liberdade e sinceridade com todo mundo.

Deprimido nada. Eu estou subindo, subind …

Wednesday, February 20th, 2008

Deprimido nada. Eu estou subindo, subindo, subindo. Quarta e quinta parecia que eu estava caindo em deprê. Sexta, sábado e domingo eu passei dormindo dopado. Segunda eu estava tranqüilo, ainda sob efeito residual dos benzodiazepínicos. Mas embora eu não me sinta particularmente alegre (ou triste; eu estou ok, sabe, e é um “ok” com viés pra cima, não é o “ok” dos depressivos), os pensamentos estão correndo rápido demais, rápido demais, rápido demais.

Eu vou colocar 0.5 a mais de rivo todas as noites até a próxima consulta com o meu psiquiatra. Se der um efeito de onda de opióide eu corto; eu realmente estou tentando evitar o uso recreativo disto. Mas eu estou subindo demais, demais, demais, e o pior é que não consigo fazer nada disso — eu preciso liberar adrenalina, gastar energia, e ao mesmo tempo estou me distanciando dos outros seres humanos porque estou ficando estranho.

Vocês querem saber o que é “pensament …

Tuesday, February 19th, 2008

Vocês querem saber o que é “pensamento de grandiosidade”? Eu não conseguia dormir ontem, mesmo depois da dose habitual de rivotril (desintoxicando… e em parte acho que a onda de prazer de ontem deu um estalo também) pensando em que podia fazer, este ano, vestibular para medicina, exame ANPEC para a EPGE e fazer em 2009 um outro mestrado em economia (já que abandonei o meu no meio da dissertação) — desta vez um decente –, uma graduação — posto que a psiquiatria é tão fascinante que — e continuar neste emprego.

O fato é que tenho muito tempo livre. O que eu recebo mensalmente da instituição está apenas na média das pessoas com o meu nível, mas o trabalho é pouco — a minha remuneração por hora efetiva de trabalho é insanamente alta, e eu realmente só preciso estar aqui durante as horas efetivas de trabalho, de modo que eu posso assumir outras obrigações sem esconder nada de ninguém.

Mas, bem, o programa de pós mais heavy (e de mais difícil ingresso) e uma faculdade de tempo integral, junto com o emprego? Bem, existe a experiência negativa da aula do Mário Possas, que eu acabei abandonando, apesar do campus da UFRJ ser aqui do lado, mas eu não conseguia mais manter o interesse em ir até lá. Não havia nada a aprender lá.

Em todo caso, isso são “pensamentos de grandiosidade”. Mantêm um bipolar sob doses terapêuticas (não muito altas, ultimamente) de anticonvulsivantes acordado durante a noite, furioso por não estar usando seus superpoderes

Eu tenho a sensação de que dinheiro (e …

Tuesday, February 19th, 2008

Eu tenho a sensação de que dinheiro (esqueça que moeda é fiduciária) por um instante como os estoques de trigo do século 13, mas true wealth (como no século 13 era a crescente especialização do trabalho) é signal-to-noise.

Medidas de informação deveriam entrar nos indicadores sociais do Banco Mundial e derivados. Privacy freaks be damned. Se é possível tributar e medir valor agregado por setor na economia real, é permissível pôr uns medidores de entropia nos cabos.

E quanto a sexo, eu realmente tenho um impulso sexual baixo, o que não quer dizer que eu não deseje o sexo como signo (Saussure, pessoal, significado/significante) tanto da intimidade profunda (coisa que eu já tive bastante com uma pessoa) como da vida intensa (e isso tem me feito falta — sexo aleatório como signo universal da mania, porque manias intelectuais não parecem manias).

Mas quer dizer que o meu cérebro reptiliano não está ativado o suficiente pra que eu faça tudo o que os homens fazem para obter sexo. Eu tenho um bom amigo que está precisando arrumar um caso apenas para variar porque o sexo com a namorada fixa anda chato, e the things he’ll say, it’s just insane

Ou seja, os meus dois problemas de hoje são que eu não sou obcecado por sexo e não vivo no ano 2020. Mas, sim, eu quero sexo, particularmente sexo do tipo não-íntimo.

Uma coisa que torna tudo meio doloroso ? …

Monday, February 18th, 2008

Uma coisa que torna tudo meio doloroso às vezes é que eu trabalho (embora de forma colaborativa, não-competitiva, sem um cargo para disputar, etc.) com uma pessoa que não só é brilhante no meu nível (um nível acima, pra ser franco — mestrado em física matemática aos 22 anos, etc. etc.) como é não-bipolar e não comete erros horrendos por agir de modo reckless como eu cometo.

Trabalhar com pessoas de inteligência normal talvez fizesse bem à minha auto-estima. Mas por outro lado, a minha estranheza é tolerada aqui.

Talvez eu esteja deprimindo e não esteja sentindo porque os opióides (bem, o Rivotril) estão tapando. Eu estou tentando manter a perspectiva correta.

O Alone adora travar umas batalhas contr …

Monday, February 18th, 2008

O Alone adora travar umas batalhas contra as classificações terapêuticas dos psicotrópicos de uso psiquiátrico, e ele está certo. Às vezes isso é um problema (Seroquel recebe o mesmo warning de risco de suicídio dos SSRIs apesar de ser um antipsicótico atípico só porque vem sendo prescrito como antidepressivo, e em breve farão isso com a minha amada lamotrigina), e às vezes só aumenta a ignorância popular. Tecnicamente, lítio é um antipsicótico, benzodiazepínicos (em particular o Rivotril) são anticonvulsivantes e estabilizadores de humor não existem).

Eu tomei Rivotril demais durante o fim de semana. Ok, não foi tanto quanto eu às vezes gosto de fingir que é por junkie chic, mas foi bastante mais do que as minhas doses habituais. Meio que por experiência, meio que porque andava deprimido e o fim de semana solitário seria um pouco estranho contrastado com a agitação de sexta-sábado-domingo do fim de semana anterior. Mais por experimentar mesmo, confesso. Um pouco da mitologização das drogas, do Kubla Khan de Coleridge a, fuck, sei lá, mais a desmitificação que chega quando você toma contato com a ciência por trás da coisa (e psiquiatras honestos).

Claro, a minha idéia era uma pequena high de opióide e sono pacífico. O Topamax, que não por azar está sendo testado até para reabilitar alcoólatras, corta um pouco a onda do opióide. Imaginei eu. O fato é que eu passei os três dias basicamente dormindo. Tomei três miligramas e meio na sexta e dormi até o sábado de tarde. Ao acordar, tomei mais um miligrama, e ainda tive tempo de me socializar um pouco com os moradores da casa — mas francamente não tenho memória de quando os meus pais saíram para uma festa e me deixaram dormindo como uma pedra no chão da sala.

Eu sei que eu acordei de manhã na cama, e lembro vagamente de tirar o computador do caminho. Mas não sei se tomei os meus anticonvulsivantes naquela noite.

Como o Königsberg, este era para ser um …

Monday, February 18th, 2008

Como o Königsberg, este era para ser um diário. Como no Königsberg, eu entrei em processo de abstração. Só que em teoria política, eu posso me aventurar fundo, porque apesar de não ter um diplominha bobão de ciência política, eu sou um economista, e sou freqüentemente o dono da verdade.

Mas eu não sou psiquiatra. E o processo de abstração está chegando a um limite. E eu não estou dizendo isso porque ninguém tenha me repreendido, mas porque eu estava chegando, com base na minha experiência pessoal, à conclusão de que o topiramato é um antipsicótico waiting to happen, e saiu um estudo mostrando o risco de surtos psicóticos em pacientes epilépticos.

Bipolar, maníaco, grandioso, dono da verdade, eu estava chutando alto demais.

E eu não concebi o blog blog journal ue diário pra fazer pseudociência. Isto era um diário. A minha tendência para a abstração é terrível, e eu acabo escrevendo ensaios. Enquanto existencialistas são passáveis, mas existencialismo psiquiátrico sem hard knowledge é poesia barata, e como eu tenho algum hard knowlege, bem, declive escorregadio até o ponto onde eu estou inspirado para afirmar coisas que não posso afirmar.

Então, postura radical. Posts sem título. Diário.

O vasto, inexplorado universo dos anticonvulsivantes

Saturday, February 16th, 2008

Eu disse que o topiramato teve um efeito antipsicótico (bem, antidissociativo no meu caso pra ser mais preciso) comigo, um conhecido que ouvia vozes e o Jerod do crazymeds, os três bipolares? Parece que algumas pacientes epilépticos têm reações psicóticas já nos 150mg.

Nós realmente queremos mover todo  o programa de pesquisa sobre tratamento para transtornos bipolares para os antipsicóticos atípicos, remédios grosseiros que basicamente tapam certos vazamentos de dopamina? A indústria farmacêutica já desistiu, posto que as patentes já prescreveram. E os nossos hospitais psiquiátricos e CAPSes da vida? Entupidos de Zyprexa, da Eli Lily, o pior dos antipsicóticos atípicoss.

Blogs bipolares

Friday, February 15th, 2008

Ok, eu estou deixando uma caixa de comentários aberta (mas moderada, claro) para quem tiver um blog journal sobre bipolaridade (acho que hoje em dia até esquizofrenia passa) e quiser divulgar.

Respondendo a perguntas

Saturday, February 9th, 2008

Há algum tempo que a visitação ao meu blog journal tem sido movida em boa medida por buscas muito dirigidas por informação no Google, o que não chega a ser curioso (dado que eu uso muitas frases estatisticamente improváveis) mas é desafortunado, porque eu não dou realmente nenhuma informação útil. Mas como alguns temas têm se repetido consistentemente nos termos de busca (segundo as estatísticas do Wordpress) ao longo dos últimos meses, decidi tirar uma meia hora para um pingue-pongue com toda essa gente anônima que não pode nem deixar comentários.

“torval efeitos colaterais” Torval é um equivalente genérico da versão de liberação prolongada do Depakote. Eu já tomei Torval 1500, e como estava partindo as minhas pílulas recebi uma receita para o Depakote brand-name, que sairia mais barato porque a pílula partida perde o efeito de liberação prolongada. E, enfim, muito mais gente tomou o Depakote e sabe como isso pode dar efeitos colaterais horríveis. Mas olha, eu tomei doses bem baixas — primeiro 1500, e depois 750, para o meu peso que na época era de uns 70 quilos — complementando o regime básico de lamotrigina (Lamitor, Neural, Lamictal, etc.). Eu não tive o famoso Efeito Velhice de perder cabelo, ficar cansado com os ossos doendo, etc. etc. Pra mim o Torval foi um ansiolítico extremamente intenso, ao ponto que eu passei um mês inteiro fora do planeta, feito um monge budista, em despersonalização completa (o que provavelmene se deve às minhas questões neurológicas esquisitinhas também).

Mas, respondendo à questão dos efeitos colaterais negativos, uma coisa muito marcante da época do Torval é a perda de memória.Eu não lembro de quase nada daquele mês, e com freqüência eu não lembrava de conversas tidas horas antes, ou de tarefas cumpridas na semana anterior. Recentemente eu tive que conferir alguns cálculos feitos aquela época para o trabalho, e fui ver os logs do Stata: eu refiz os mesmos cálculos várias vezes — cheguei ao número errado várias vezes, lembrava de que havia algo de errado com aquele número embora não conseguisse recordar o que, refazia o cálculo com outra metodologia de ponderação e encontrava o número que eu queria, o número que existia como uma imagem fuzzy na minha cabeça — sem nem mesmo pensar que tudo existia no log.

Um libelo contra as dietas

Thursday, February 7th, 2008

(a da direita é uma versão fotochopada da primeira. sério!)

Sendo überspazz, eu sempre lidei com mulheres überspazzen. Algumas são lindas, e sua loucura acaba envolvendo usar essa beleza para jogos sociopáticos de poder. Outras passam por fases depressivas violentas e descontam na comida, ou tomam medicações que engordam, e, bem, terminam gordas.

Apriorísticamente, eu gosto de mulheres magras. Magras como a versão da esquerda, não como a da direita! Eu gosto dos restinhos de gordura, em quantidades pequenas. Mas eu já estive apaixonado — até onde a minha personalidade esquizóide/autista consegue — por uma mulher gorda e por uma magra. Gostos apriorísticos não significam muita coisa.

Mas como eu já apontei em um ensaio mais sério da época em que eu era inteligente, essas pequenas preferências acumuladas — e, ora, os magrófilos somos mais numerosos que os gordófilos, and that’s the way it is — acabam gerando dinâmicas sociais mega power perversas, que por sua vez formatam sistemas de valores estranhos, amplamente discutidos no texto supra-lincado.

E como eu já disse aqui mesmo, na nossa geração de egos sem superegos, não há filtro interno sobre essas mensagens que bombardeiam o nosso sistema e afetam diretamente essa tal de "auto-estima" solta no espaço. Mas a guerrilha micropolítica não é o programa das descrônicas; por que eu estou descongelando essa vaca fria? Bem, porque, como eu disse, há ao meu redor (e certamente por aí, pela internet) algumas pessoas gordas — que engordaram com os medicamentos psiquiátricos ou com a depressão — que se sentem mal com a auto-imagem corporal, e muitas vezes fazem programas insanos do tipo se alimentar de maçã e alface por semanas. E isso não tem nada a ver com anorexia e bulimia — são pessoas gordas que resolvem dissolver isso na base da roleta russa.

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