Expectativas racionais para os jornalistas do Roda Viva
Sunday, July 9th, 2006À parte todas as abordagens ultraheterodoxas (pós-keynesianas, neoricardianas, etc. etc.), existe um razoável contingente de brasileiros afetados por esse problema dos juros escorchantes que nos assola que se pergunta por que, em pleno início de deflação, não parece haver nenhuma sinalização de uma queda menos gradualista e mais expressiva da meta para a taxa SELIC — quando a inflação acumulada de janeiro até junho é de 1,5% e a meta corresponde a três vezes esse valor.
O fluxo de queixumes só não é maior porque os jornalistas não conhecem de forma muito clara como funciona o sistema de política monetária de países desenvolvidos como os Estados Unidos; se fossem ler um artigo como “Discretion versus Policy Rules in Practice” (de John B. Taylor, 1993), que propõe a famosa Regra de Taylor que o Comitê da Reserva Federal parece seguir nos Estados Unidos, fariam algumas continhas rápidas e começaria uma campanha de imprensa insuportável contra a condução atual da política monetária.
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p>No entanto, não é possível afrouxar mais a política monetária. A razão para isso é uma lição sobre como um pouco de conhecimento pode ser perigoso.