Explicando o Twitter
Wednesday, August 22nd, 2007![]()
Sumário executivo: o Twitter, como a vida, é o que você faz dele.
Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer, tongue firmly in cheek que comecei com o Twitter semanas antes dessa invasão brasileira que começou nos últimos quatro dias. A minha motivação inicial tem a ver com (a) o estranho senso literário que o formato blog journal sempre teve pra mim — o que me faz ficar horas trabalhando em ensaios gigantes sobre questões profundas e até desconstruções econométricas de comentários jornalísticos e (b) com a quantidade de idéias intrusivas que brotam na minha cabeça — idéias que levariam dias para virar posts e que eu acabo comunicando aos seres mais próximos, nem sempre interessados na minha próxima reflexão sobre merging bayesiano de ontologias. Assim sendo, quando comecei a trabalhar o dia inteiro em frente ao computador — diminuindo muito o tempo para o blog journal e para MSN, eu comecei a usar o Twitter como o meu brain dump. As atualizações aparecem ali à direita.
A proposta original do Twitter era diferente. A pergunta que domina a interface até agora é “What are you doing?”. A idéia era que você comunica a quem quiser (podem ser só seus amigos aprovados ou a internet inteira) o que você está fazendo. Uma coisa meio Manfred Macx, prevista há uns cinco anos no romance Accelerando do Charlie Stross. Claro, as pessoas tomaram e fizeram as coisas mais diversas — há quem poste citações do Steven Wright, pequenos feeds de notícias, etc. Existe até um clima de chat. E a administração do Twitter não desestimula nenhum uso dessa caixinha de palavras.
Explicado o que eu faço com o meu Twitter e o que era a proposta original, largamente desvirtuada por um batalhão de usuários americanos que invadiram o serviço há quase um ano, é mais fácil explicar algumas diferenças entre o Twitter e coisas similares que existem por aí.

